Pesquisa Datafolha publicada no final do ano de 2025 demonstrou que a segurança pública é um dos principais problemas dos brasileiros, com 16% de citações. Ficando só atrás da saúde, com percentual de 20%, que lidera os índices de reclamação.
Portanto, é um tema que será explorado e decisivo na eleição presidencial deste ano e que sobre o qual a sociedade espera soluções e não apenas discursos e populismos passageiros.
Os feminicídios, que são crimes individuais e na maioria passionais, precisam de mais campanhas publicitárias e o endurecimento das penas.
E que por causa do clamor das feministas mudanças das leis já estão ocorrendo no Congresso Nacional.
Porém, para outras tipificações de crimes é necessário, urgentemente, a intervenção estatal. Por exemplo: o governo federal e os estaduais não podem enxergar como corriqueiro o domínio de territórios e comunidades por facções criminosas.
Essas facções exercem um controle social rígido e muitas vezes mortífero nas favelas que alterna coerção e violência.
Que se materializa em controle e extorsão econômica, imposições de regras de conduta, expulsão e confisco de imóveis, tribunais do crime, uso de moradores como escudo humano quando há tiroteios e relacionamentos conjugais forçados.
Portanto, precisam ser desalojadas urgentemente e para que isto aconteça precisa do uso da inteligência investigativa policial e os inevitáveis confrontos letais. E o governo federal poderia liderar essa iniciativa e, se preciso for, convocar as Forças Armadas.
Tem que haver um princípio de equilíbrio diferente da visão de setores da extrema direita que defendem a política criminal da solução final. E da visão de setores de esquerda, que enxergam as causas na desigualdade social.
Mas a maioria dos moradores da comunidade são pobres e ganham seus sustentos honestamente sem precisar se enveredar para a criminalidade.
A situação como está atualmente só vai favorecer os extremos. Daí a importância da intervenção federal com dureza, mas sem perder a ternura e nem a preocupação com as mazelas sociais.
PS - Que o DAE Bauru ao cobrar os residentes do Minha Casa Minha Vida que estão devendo contas de água tenha a mesma paciência que outrora teve com os grandes devedores.