REGIÃO DE BOTUCATU

Após suspeita de abuso, menina de 4 anos diz: 'papai fez dodói'

Por Lilian Grasiela | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
HCFMB/Divulgação
A criança foi conduzida ao Hospital das Clínicas (HC) de Botucatu, onde exames reforçaram a suspeita de abuso sexual
A criança foi conduzida ao Hospital das Clínicas (HC) de Botucatu, onde exames reforçaram a suspeita de abuso sexual

Uma menina de 4 anos foi levada a um hospital de Laranjal Paulista, na região de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), na madrugada deste domingo (22), com sangramento vaginal causado, segundo os pais, por um acidente doméstico. Durante avaliação, a criança disse que "o papai fez dodói". Diante da suspeita de abuso sexual, reforçada por laudo médico, os pais foram presos em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável.

De acordo com o registro policial, o casal, que é estrangeiro, de nacionalidade haitiana, levou a filha até o hospital por volta das 2h30 para que ela fosse avaliada por um médico alegando que a menina havia se machucado após cair em cima de uma panela. O pai, de 41 anos, disse que o fato havia ocorrido na noite de sábado (21) e que ele não estava presente na ocasião, versão confirmada pela mãe, de 32 anos.

Conforme o BO, a equipe médica desconfiou de possível violência sexual e o Conselho Tutelar e Polícia Militar (PM) foram acionados. Para conselheiras, a criança teria falado que o "papai fez dodói", apontando para as partes íntimas. Questionado pela PM, o homem afirmou que não falaria mais nada. A menina foi conduzida ao Hospital das Clínicas (HC) de Botucatu, onde exames reforçaram a suspeita de abuso sexual.

Segundo o registro policial, na unidade, a garota voltou a falar que as lesões haviam sido ocasionadas pelo pai e que esta não seria a primeira vez que isso ocorria. Diante das suspeitas de violência sexual, os pais da menina foram presos em flagrante e levados para a Cadeia Pública de Itatinga, onde ficaram à disposição da Justiça, aguardando a audiência de custódia. A criança permaneceu sob os cuidados do Conselho Tutelar.

Comentários

Comentários