CRISE HÍDRICA

Comissão de Obras cobra agilidade na perfuração de poços em Bauru

Redação
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Câmara/Bauru
Comissão de Obras: Emerson Construtor, Mané Losila e Dário Dudário
Comissão de Obras: Emerson Construtor, Mané Losila e Dário Dudário

Na manhã desta terça-feira (10), a Câmara Municipal de Bauru promoveu uma Reunião Pública para discutir o andamento da implantação do Complexo de Poços “Val de Palmas”, projeto considerado estratégico para o abastecimento de água da região Oeste da cidade, que enfrenta recorrentes problemas de escassez hídrica. O encontro foi realizado por iniciativa da Comissão de Obras, Serviços Públicos, Habitação e Transportes, presidida pelo vereador Mané Losila (MDB), que tem Dário Dudário (PSD) e Emerson Construtor (Podemos) como membros.

Durante a reunião, vereadores manifestaram preocupação com a lentidão na execução das obras e cobraram maior efetividade da Administração Municipal e do Departamento de Água e Esgoto (DAE), destacando a urgência das intervenções para evitar o agravamento da crise hídrica na região.

O projeto prevê a perfuração de quatro poços profundos — P1, P2, P3 e P4 — para captação de água do Aquífero Guarani. No entanto, até o momento, apenas o poço P2 teve sua perfuração iniciada, em outubro de 2025, por meio de contrapartida da construtora Pacaembu. Segundo o presidente do DAE, João Carlos Viegas da Silva, o poço já atingiu 404 metros de profundidade, mas ainda precisa chegar aos 600 metros para alcançar a vazão necessária.

O vereador Mané Losila cobrou a definição de prazos mais concretos para a conclusão dos trabalhos, ressaltando que a demora compromete o enfrentamento da crise hídrica vivida pela população da região Oeste. Em resposta, Viegas afirmou que, apesar das possíveis intercorrências técnicas, a estimativa é de que a perfuração do poço P2 seja finalizada em cerca de dois meses, assegurando que a vazão será suficiente para reforçar o sistema de abastecimento.

Em relação ao poço P1, que será executado com recursos próprios do DAE, o presidente da autarquia informou que o processo licitatório será reaberto até março, com atualização das tabelas de preços. Já o poço P4, assim como a adutora e os reservatórios do complexo, ficará sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Infraestrutura, mas a indefinição sobre a fonte de recursos gerou críticas dos parlamentares.

O empréstimo de R$ 40 milhões junto à Caixa Econômica Federal, autorizado pela Câmara no ano passado, ainda não foi efetivado. Diante disso, o secretário municipal de Governo, Renato Purini, afirmou que a Prefeitura estuda reorganizar o orçamento de 2026 para viabilizar a execução das obras com recursos próprios, até que o financiamento seja liberado.

Ao final do encontro, o presidente da Comissão de Obras reiterou a cobrança por avanços mais concretos. “Fico apreensivo e chateado porque tiveram poucos avanços concretos”, declarou Mané Losila, comparando o atual estágio do projeto com discussões realizadas em reunião pública anterior, em outubro de 2025. Outros vereadores também reforçaram a necessidade de tratar o tema com caráter emergencial, alertando que a demora pode resultar em uma nova crise hídrica na cidade.

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