EXAME DE MEDICINA

Unitau recorre para mudar nota baixa em exame de medicina do MEC

Por Da redação | Taubaté
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/Unitau
Unitau (Universidade de Taubaté)
Unitau (Universidade de Taubaté)

A Unitau (Universidade de Taubaté) recorreu ao MEC (Ministério da Educação) para tentar mudar a nota considerada insatisfatória recebida por seu curso de medicina no Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), cujo resultado foi divulgado pelos ministérios da Educação (MEC) e da Saúde na segunda-feira (19).

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O exame foi criado pelo MEC para avaliar a qualidade na formação de médicos no Brasil. Ele é obrigatório para todos os estudantes do último ano e será anual a partir de 2026. O Enamed é de responsabilidade do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), mesmo órgão que aplica o Enem. O resultado também serve para o Enare (Exame Nacional de Residência).

A nota do Enamed vai de 1 a 5 e mede o grau de proeficiência dos alunos nos conceitos básicos do setor. O exame foi lançado pelo MEC em abril de 2025 e aplicado em outubro do mesmo ano.

No exame, os estudantes de cursos com notas baixas não conseguiram alcançar 60% de proficiência nos conceitos apresentados na prova. O montante representa um terço dos cursos de medicina que são regulados pelo MEC e que participaram do exame.

O MEC entende que, por essa ser a primeira vez que o exame é aplicado, as punições, que valem até a próxima edição, serão gradativas. Vão de suspensão de ingresso no curso, nos casos mais graves, até proibição no aumento de vagas ofertadas.

Pela regra do Enamed, cursos de medicina que tiverem nota 1 ou 2 podem ser proibidos de abrir novas vagas, abrir novos contratos de financiamento via Fies ou de bolsas do ProUni ou até terem serem desativados —apenas em casos mais extremos.

Recurso

No Vale, tiveram nota considerada insuficiente os cursos de medicina da Universidade Anhembi Morumbi, em São José dos Campos, e o da Unitau (Universidade de Taubaté), em Taubaté, ambos com nota 2. A Humanitas, em São José, obteve nota 4.

Em nota, a Unitau informou que, com base na norma técnica divulgada pelo Inep, o desempenho do curso de Medicina no Enamed 2025 se enquadra na faixa de conceito 3 e, por isso, a universidade protocolou recurso administrativo solicitando a revisão do conceito atribuído.

Também procurada pela reportagem, a Universidade Anhembi Morumbi disse que reafirma seu compromisso com uma "medicina de excelência", em conformidade com as Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Medicina do Ministério da Educação, e apoia iniciativas que promovam melhorias na qualidade da formação médica, sempre que estabelecidas de maneira consistente e estruturada.

"Em nossa avaliação, os resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (ENAMED), considerados de forma isolada, não constituem indicadores suficientemente robustos ou conclusivos para aferir a qualidade da formação médica ofertada pela instituição, uma vez que, o curso apresenta conceito máximo (nota 5) na avaliação oficial conduzida pelo Ministério da Educação, que segue metodologia própria, critérios objetivos e procedimentos técnicos consolidados", disse a instituição, em nota.

"A instituição acompanha de forma atenta e responsável os debates relacionados à metodologia adotada para a divulgação dos resultados, bem como as análises em curso acerca de eventual necessidade de adequação dos critérios e dos cálculos empregados, sempre orientada por parâmetros técnicos, consistentes e transparentes", afirmou a universidade.

"Vale destacar que, até o presente momento, não há qualquer comunicação oficial por parte do Ministério da Educação ou de outros órgãos competentes acerca da imposição de penalidades ou sanções decorrentes dos referidos resultados", completou.

A Humanitas também se manifestou por meio de nota e disse que “o desempenho reforça a posição da instituição entre os cursos de Medicina mais bem avaliados do país".

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