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A idade também chega para os pets

da Redação
| Tempo de leitura: 5 min

Os pelos vão ficando mais branquinhos e a energia para as brincadeiras já não é mais a mesma. Quem tem um pet chegando na fase idosa, com certeza já percebeu alguns sinais do envelhecimento.

Mas, além de ficar de olho nessas mudanças, o tutor deve estar preparado para oferecer os melhores cuidados para animais idosos e ajudá-los a ter uma velhice confortável.

Durante a fase idosa, que começa geralmente a partir dos 7 anos, os cães e gatos começam a apresentar uma série de mudanças comportamentais e também no organismo.

A locomoção é diferente, a digestão dos alimentos e até mesmo a disposição vai mudando, assim como aumentam as chances do aparecimento de doenças - algo bem parecido com o que acontece com os humanos.

Por isso, o papel do tutor é adotar hábitos para aumentar a longevidade do animal e oferecer mais conforto nesse período da vida.

PELE SENSÍVEL

A pele dos animais tende a ficar mais sensível, por isso é indicado a utilização de produtos específicos.

Além disso, é preciso atentar-se a higiene bucal, fazendo a limpeza diária da área evita-se o acúmulo de tártaro e a proliferação de bactérias, que podem causar diversos problemas nos dentes e dificultar a mastigação.

Outra região foco são as orelhas. Os quadros de otite, por exemplo, são estimulados, muitas vezes, pelo acúmulo de cera nos ouvidos, para evitar o problema é preciso limpar a região periodicamente.

PESO MONITORADO

É preciso manter um olhar atento sobre o peso do cão e do gato. O excesso de peso pode agravar problemas articulares e cardíacos, enquanto a perda de peso não intencional pode indicar problemas de saúde subjacentes.

Desta forma, é preciso ajustar a dieta e o nível de atividade conforme necessário para manter um peso saudável.

DECLÍNIO COGNITIVO

Assim como os humanos, os cães idosos podem experimentar declínios cognitivos.

É preciso estar atento a sinais de desorientação, esquecimento ou alterações de comportamento. Caso perceba qualquer mudança, o tutor deve buscar orientação do médico veterinário.

O cão ou gato idoso pode dormir mais e passar mais tempo deitado.

É muito provável que ele fique por longos períodos em repouso na caminha ou em outro ambiente onde se sente confortável. É preciso compreender e respeitar essa mudança comportamental do animal.

MUDANÇAS DE TEMPERATURA

Os cães são sensíveis as mudanças de temperatura. Por isso, em dias muito quentes, é necessário manter o pet sempre em locais arejados, longe de correntes de vento e sem contato direto com o sol.

Em dias frios, mantenha-o aquecido. Dessa forma é possível garantir o conforto do cão.

MAIS DORES

Cães idosos podem ser mestres em esconder sinais de dor.

Fique atento a mudanças sutis no comportamento, como mancar, dificuldade para levantar-se ou deitar-se, relutância em subir escadas ou evitar atividades que antes adoravam.

Se notar algum desses sinais, consulte o veterinário para avaliação e tratamento adequados.

ODORES

Existe no mercado, um produto que é a cópia sintética do odor materno canino e quando presente no ambiente, é capaz de transmitir ao cão a sensação de bem-estar, conforto e tranquilidade.

Esse produto tem na versão de difusor ou spray e pode ser utilizado no ambiente para melhorar o bem-estar do pet.

Animais mais idosos exigem cuidado redobrado

Lidar com pets idosos exige carinho, paciência e adaptações na rotina e no ambiente para garantir sua qualidade de vida e conforto.

O envelhecimento é um processo natural, mas não significa adoecer, e a atenção redobrada ajuda a prevenir ou retardar problemas de saúde.

1. Acompanhamento veterinário regular

Visitas frequentes ao veterinário são cruciais para identificar precocemente doenças comuns em pets idosos, como problemas renais, cardíacos, diabetes, artrose e disfunção cognitiva (semelhante ao Alzheimer em humanos).

Exames de rotina: Mantenha as vacinas e a vermifugação em dia e realize exames preventivos conforme a orientação médica.

Especialidades: Considere a ajuda de especialistas em geriatria veterinária, fisioterapia ou acupuntura para tratar dores articulares e outros problemas.

2. Alimentação adequada

A dieta deve ser ajustada às necessidades da idade, que geralmente envolvem menor nível de atividade e um metabolismo mais lento.

Rações específicas: Opte por rações formuladas para pets idosos, que consideram as necessidades calóricas e nutricionais dessa fase.

Dietas controladas: Em casos de doenças como diabetes ou problemas renais, pode ser necessária uma dieta específica e controlada, com horários e quantidades precisas.

Conforto: Ajustes simples, como levantar os potes de comida e água, podem aliviar dores no pescoço e nas articulações.

3. Adaptação do ambiente

Pequenas mudanças em casa podem fazer uma grande diferença na segurança e conforto do pet.

Piso antiderrapante: Coloque tapetes ou passadeiras em pisos lisos para evitar escorregões e quedas, que podem agravar problemas articulares.

Rampas de acesso: Disponibilize rampas para ajudar o pet a subir e descer do sofá, cama ou carro, reduzindo o impacto nas articulações.

Caminhas acessíveis: Garanta locais de descanso confortáveis e de fácil acesso, preferencialmente no chão.

Manutenção da rotina: Pets com perda de visão ou disfunção cognitiva se sentem mais seguros com a mobília e seus pertences (potes, cama) sempre nos mesmos lugares.

4. Atividade física

Exercícios leves e frequentes são importantes para manter a saúde física e mental, mas devem respeitar os limites do animal.

Passeios curtos: Diminua o ritmo e a duração dos passeios, focando na constância.

Brincadeiras: Use brinquedos interativos ou faça "esconde-esconde" de petiscos para estimular a mente.

Natação: Para cães com problemas articulares, a natação pode ser uma ótima opção de exercício de baixo impacto.

5. Paciência e carinho

O mais importante é ter paciência e oferecer muito amor e carinho. As mudanças comportamentais, como dormir mais, ficar mais lento ou desorientado, são parte do processo de envelhecimento. Respeite o ritmo do seu pet e garanta que ele se sinta amado e seguro.

Quando são considerados idosos?

Gatos: São considerados idosos a partir dos 7 anos de idade.

Cachorros: A idade que um cão é considerado idoso depende do seu porte. Raças pequenas podem ser consideradas idosas a partir dos 10 anos, enquanto raças gigantes podem ser consideradas idosas já aos 5 anos.

Idade máxima

Gato: A idade máxima que um gato pode atingir é de cerca de 38 anos. A maioria dos gatos vive, em média, entre 12 a 16 anos. Gatos que vivem exclusivamente em ambientes internos e recebem cuidados veterinários preventivos podem facilmente ultrapassar os 20 anos. O gato mais velho já registrado, chamado Creme Puff, viveu 38 anos e 3 dias.

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