Os pelos vão ficando mais branquinhos e a energia para as brincadeiras já não é mais a mesma. Quem tem um pet chegando na fase idosa, com certeza já percebeu alguns sinais do envelhecimento.
Mas, além de ficar de olho nessas mudanças, o tutor deve estar preparado para oferecer os melhores cuidados para animais idosos e ajudá-los a ter uma velhice confortável.
Durante a fase idosa, que começa geralmente a partir dos 7 anos, os cães e gatos começam a apresentar uma série de mudanças comportamentais e também no organismo.
A locomoção é diferente, a digestão dos alimentos e até mesmo a disposição vai mudando, assim como aumentam as chances do aparecimento de doenças - algo bem parecido com o que acontece com os humanos.
Por isso, o papel do tutor é adotar hábitos para aumentar a longevidade do animal e oferecer mais conforto nesse período da vida.
PELE SENSÍVEL
A pele dos animais tende a ficar mais sensível, por isso é indicado a utilização de produtos específicos.
Além disso, é preciso atentar-se a higiene bucal, fazendo a limpeza diária da área evita-se o acúmulo de tártaro e a proliferação de bactérias, que podem causar diversos problemas nos dentes e dificultar a mastigação.
Outra região foco são as orelhas. Os quadros de otite, por exemplo, são estimulados, muitas vezes, pelo acúmulo de cera nos ouvidos, para evitar o problema é preciso limpar a região periodicamente.
PESO MONITORADO
É preciso manter um olhar atento sobre o peso do cão e do gato. O excesso de peso pode agravar problemas articulares e cardíacos, enquanto a perda de peso não intencional pode indicar problemas de saúde subjacentes.
Desta forma, é preciso ajustar a dieta e o nível de atividade conforme necessário para manter um peso saudável.
DECLÍNIO COGNITIVO
Assim como os humanos, os cães idosos podem experimentar declínios cognitivos.
É preciso estar atento a sinais de desorientação, esquecimento ou alterações de comportamento. Caso perceba qualquer mudança, o tutor deve buscar orientação do médico veterinário.
O cão ou gato idoso pode dormir mais e passar mais tempo deitado.
É muito provável que ele fique por longos períodos em repouso na caminha ou em outro ambiente onde se sente confortável. É preciso compreender e respeitar essa mudança comportamental do animal.
MUDANÇAS DE TEMPERATURA
Os cães são sensíveis as mudanças de temperatura. Por isso, em dias muito quentes, é necessário manter o pet sempre em locais arejados, longe de correntes de vento e sem contato direto com o sol.
Em dias frios, mantenha-o aquecido. Dessa forma é possível garantir o conforto do cão.
MAIS DORES
Cães idosos podem ser mestres em esconder sinais de dor.
Fique atento a mudanças sutis no comportamento, como mancar, dificuldade para levantar-se ou deitar-se, relutância em subir escadas ou evitar atividades que antes adoravam.
Se notar algum desses sinais, consulte o veterinário para avaliação e tratamento adequados.
ODORES
Existe no mercado, um produto que é a cópia sintética do odor materno canino e quando presente no ambiente, é capaz de transmitir ao cão a sensação de bem-estar, conforto e tranquilidade.
Esse produto tem na versão de difusor ou spray e pode ser utilizado no ambiente para melhorar o bem-estar do pet.
Animais mais idosos exigem cuidado redobrado
Lidar com pets idosos exige carinho, paciência e adaptações na rotina e no ambiente para garantir sua qualidade de vida e conforto.
O envelhecimento é um processo natural, mas não significa adoecer, e a atenção redobrada ajuda a prevenir ou retardar problemas de saúde.
1. Acompanhamento veterinário regular
Visitas frequentes ao veterinário são cruciais para identificar precocemente doenças comuns em pets idosos, como problemas renais, cardíacos, diabetes, artrose e disfunção cognitiva (semelhante ao Alzheimer em humanos).
Exames de rotina: Mantenha as vacinas e a vermifugação em dia e realize exames preventivos conforme a orientação médica.
Especialidades: Considere a ajuda de especialistas em geriatria veterinária, fisioterapia ou acupuntura para tratar dores articulares e outros problemas.
2. Alimentação adequada
A dieta deve ser ajustada às necessidades da idade, que geralmente envolvem menor nível de atividade e um metabolismo mais lento.
Rações específicas: Opte por rações formuladas para pets idosos, que consideram as necessidades calóricas e nutricionais dessa fase.
Dietas controladas: Em casos de doenças como diabetes ou problemas renais, pode ser necessária uma dieta específica e controlada, com horários e quantidades precisas.
Conforto: Ajustes simples, como levantar os potes de comida e água, podem aliviar dores no pescoço e nas articulações.
3. Adaptação do ambiente
Pequenas mudanças em casa podem fazer uma grande diferença na segurança e conforto do pet.
Piso antiderrapante: Coloque tapetes ou passadeiras em pisos lisos para evitar escorregões e quedas, que podem agravar problemas articulares.
Rampas de acesso: Disponibilize rampas para ajudar o pet a subir e descer do sofá, cama ou carro, reduzindo o impacto nas articulações.
Caminhas acessíveis: Garanta locais de descanso confortáveis e de fácil acesso, preferencialmente no chão.
Manutenção da rotina: Pets com perda de visão ou disfunção cognitiva se sentem mais seguros com a mobília e seus pertences (potes, cama) sempre nos mesmos lugares.
4. Atividade física
Exercícios leves e frequentes são importantes para manter a saúde física e mental, mas devem respeitar os limites do animal.
Passeios curtos: Diminua o ritmo e a duração dos passeios, focando na constância.
Brincadeiras: Use brinquedos interativos ou faça "esconde-esconde" de petiscos para estimular a mente.
Natação: Para cães com problemas articulares, a natação pode ser uma ótima opção de exercício de baixo impacto.
5. Paciência e carinho
O mais importante é ter paciência e oferecer muito amor e carinho. As mudanças comportamentais, como dormir mais, ficar mais lento ou desorientado, são parte do processo de envelhecimento. Respeite o ritmo do seu pet e garanta que ele se sinta amado e seguro.
Quando são considerados idosos?
Gatos: São considerados idosos a partir dos 7 anos de idade.
Cachorros: A idade que um cão é considerado idoso depende do seu porte. Raças pequenas podem ser consideradas idosas a partir dos 10 anos, enquanto raças gigantes podem ser consideradas idosas já aos 5 anos.
Idade máxima
Gato: A idade máxima que um gato pode atingir é de cerca de 38 anos. A maioria dos gatos vive, em média, entre 12 a 16 anos. Gatos que vivem exclusivamente em ambientes internos e recebem cuidados veterinários preventivos podem facilmente ultrapassar os 20 anos. O gato mais velho já registrado, chamado Creme Puff, viveu 38 anos e 3 dias.