EM BAURU

Coletores de lixo entram em mobilização e não descartam greve

Por Bruno Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Sinserm/Divulgação
Coletores reunidos na seda da Emdurb
Coletores reunidos na seda da Emdurb

Os trabalhadores da coleta de lixo da Emdurb decidiram entrar em mobilização permanente contra o Projeto de Lei que propõe a concessão do serviço à iniciativa privada por meio de Parceria Público-Privada (PPP). A decisão foi tomada em assembleia realizada junto ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm), nesta quarta-feira (5) de manhã, no pátio da empresa, logo no início do expediente. Embora a categoria afirme que, por ora, pretende evitar prejuízos à população, uma greve não está descartada.

A categoria pretende pressionar os vereadores a rejeitarem o projeto enviado pela prefeita Suéllen Rosim (PSD). Na próxima segunda-feira (10), os trabalhadores irão ocupar o plenário; já na terça-feira (11), às 9h, o Sinserm apresentará sua posição contrária à proposta na reunião pública da Comissão de Justiça.

De acordo com o advogado do sindicato, José Francisco Martins, a mobilização tende a crescer se não houver recuo do governo. “Se não houver um recuo do governo municipal nesse sentido, não está descartado que os trabalhadores da Emdurb cruzem os braços em uma greve”, afirmou. Para o diretor da entidade, Valdecir Rosa, o momento é de pressionar o Legislativo, já que a projeto de lei da concessão do lixo ainda tramitará pelas comissões e pelo plenário.

Durante a assembleia, o sindicato apresentou os principais pontos do projeto e reforçou que a privatização, além de representar o “desmonte da empresa pública”, pode precarizar as condições de trabalho e gerar demissões, impactando também na qualidade do serviço oferecido à população. A avaliação é de que a categoria está coesa e disposta a lutar para impedir que a concessão seja aprovada — movimento que, segundo o Sinserm, já conta com respaldo de parte da comunidade.

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