JAÚ

Com 5 casos por ano, HAC alerta para o câncer de mama em homens


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HAC/Divulgação
HAC alerta que homens também podem desenvolver câncer de mama
HAC alerta que homens também podem desenvolver câncer de mama

Com cerca de cinco casos de câncer de mama registrados em homens por ano, o Hospital Amaral Carvalho (HAC) de Jaú (47 quilômetros de Bauru), referência nacional em tratamento oncológico, ressalta que a campanha Outubro Rosa deve desempenhar papel fundamental na conscientização e no diagnóstico precoce da doença não apenas em mulheres.

"Embora esses casos (em homens) representem apenas 1% de todos os casos de câncer de mama no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), esse índice não reduz a importância da vigilância e do diagnóstico precoce", alerta o hospital, em nota.

"Por ser raro, seu reconhecimento pode ser mais tardio, potencializando sua gravidade e diminuindo as chances de cura. Por isso, é importante que os homens também estejam atentos aos sintomas da doença, como alterações na pele do mamilo (como retração, vermelhidão ou descamação), nódulos, inchaço, secreção no mamilo ou aumento de linfonodos na axila", completa.

FATORES HORMONAIS E BIOLÓGICOS

De acordo com o HAC, o aumento dos níveis de estrogênio no organismo (hiperestrogenismo) é um fator de risco para o desenvolvimento de câncer de mama em homens.

Esse aumento pode ocorrer devido à obesidade (tecido adiposo produz estrogênio); a doenças hepáticas crônicas, como cirrose (reduzem a metabolização dos hormônios); ao uso de hormônios ou anabolizantes; e à síndrome de Klinefelter (condição genética rara que aumenta a produção de estrogênio e reduz testosterona).

HISTÓRICO FAMILIAR E GENÉTICO

Outros fatores de risco, segundo o hospital, são histórico familiar de câncer de mama (mesmo que em mulheres) ou de ovário - especialmente, em parentes de primeiro grau - e mutação nos genes BRCA1 e BRCA2 (homens com mutação no BRCA2 têm risco até 80 vezes maior de desenvolver câncer de mama em comparação à população geral masculina).

Além disso, o risco de desenvolver câncer de mama aumenta com o envelhecimento, sendo mais comum em homens entre 60 e 70 anos. Radioterapia prévia na região torácica (por exemplo, para tratar linfoma) também eleva o risco de desenvolver o câncer de mama anos depois.

São fatores de risco, ainda, a obesidade e o sedentarismo (aumentam o estrogênio circulante); o consumo excessivo de álcool (afeta o metabolismo hormonal e hepático); e a alimentação inadequada, rica em gorduras e ultraprocessados.

DIAGNÓSTICO PRECOCE

Por ser mais raro, o câncer de mama não é rastreado nos homens (por meio de mamografias de rotina, como no caso das mulheres). Portanto, o reconhecimento dos sinais iniciais pode fazer toda a diferença. Enquanto tumores pequenos têm maior chance de tratamento menos agressivo e cura, tumores avançados exigem terapias mais intensas e têm menor chance de sucesso.

"Os homens devem ficar atentos às suas mamas e procurar um mastologista toda vez que identificarem alguma alteração", reforça João Ricardo Auler Paloschi, mastologista do HAC.

SERVIÇO

No HAC, o atendimento pelo SUS é realizado mediante cadastro em sistema da Secretaria da Saúde de cada município. Para orientações, o contato é pelo telefone (14) 3602-1191. Informações sobre atendimentos particulares ou via convênios podem ser obtidas pelo número (14) 3602-1182.

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