EM JAÚ

‘Chuva de Sangue’: alarme falso por likes leva pânico a escola

Por Bruno Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução Street View
Escola Estadual Álvaro Fraga, em Jaú
Escola Estadual Álvaro Fraga, em Jaú

A irresponsabilidade de adolescentes, com o objetivo de obter likes e engajamento nas redes sociais, levou alunos, professores, pais e funcionários da Escola Estadual Álvaro Fraga, em Jaú (a 47 quilômetros de Bauru), ao pânico nesta semana. A Polícia Civil Seccional de Jaú investiga o caso e indiciou dois estudantes, com apoio da Polícia Militar, nesta terça-feira (7). Eles responderão por atos infracionais análogos a ameaças e incitação à violência.

De acordo com informações apuradas no local pela página jornalística Plantão de Notícias, de Jaú, e confirmadas pelo JCNET junto à polícia, no início da semana a diretoria do colégio encontrou uma mensagem assustadora escrita na porta de um banheiro. A frase dizia que haveria uma “chuva de sangue”, além de conter informações sobre um suposto ataque que seria feito ali. O fato levou a direção a acionar imediatamente a Polícia Militar e a Polícia Civil.

Uma operação conjunta entre as polícias identificou que a ameaça era, na verdade, uma tentativa de chamar atenção nas redes sociais. Os dois adolescentes apontados como autores da mensagem criaram um perfil no Instagram para espalhar o medo.

A 1ª Companhia da Polícia Militar e a Ronda Escolar da PM de Jaú reforçaram a segurança de alunos e funcionários, enquanto a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) rastreou as publicações que incitavam violência na internet. Segundo a Polícia Civil de Jaú, nenhum objeto perigoso foi localizado com os adolescentes, que prestaram depoimentos na presença dos pais.

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo enviou nota em que "repudia qualquer incitação à violência, dentro ou fora do ambiente escolar. Não houve tentativa de atentado na unidade citada. Assim que teve conhecimento do boato, a escola acionou a Polícia Militar e a situação foi esclarecida. Os responsáveis pelos alunos foram convocados e orientados sobre as medidas disciplinares cabíveis. Foi registrado boletim de ocorrência, o Conselho Tutelar foi notificado e o caso foi inserido na plataforma do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva SP). Um psicólogo também está disponível para o atendimento aos estudantes. A escola e a equipe regional do Conviva continuarão promovendo a cultura de paz e o respeito ao próximo, por meio de projetos, palestras e ações voltadas à boa convivência escolar. A Unidade Regional de Ensino (URE) de Jaú e a unidade escolar permanecem à disposição da comunidade para eventuais esclarecimentos".

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