Puerto Iguazú, na Argentina, fica a apenas 30 minutos do centro de Foz do Iguaçu, no Brasil. Então, com uma travessia super tranquila, em pouco tempo o turista já está em outro país! Essa região é conhecida como a tríplice fronteira, que inclui Foz do Iguaçu, Ciudad del Este, no Paraguai, e, claro, Puerto Iguazú.
Dentre as três, Puerto Iguazú é a menor, com aquele jeitinho de cidade do interior que conquista a todos. Um lugar perfeito para quem quer explorar novos ares.
Chegar em Puerto Iguazú é bem simples. Inclusive, se a pessoa está em Foz do Iguaçu, dá para fazer até um bate e volta tranquilo. Uma das maneiras mais econômicas é pegar um ônibus direto, que custa pouco e leva 30 minutos.
Quem prefere um pouco mais de conforto pode optar por ir de carro, Uber ou táxi. As agências de turismo oferecem passeios, o que pode ser boa opção para quem quer serviço completo, com guia e tudo mais. Para os mais aventureiros, é possível ir de bicicleta. Afinal, a fronteira é fácil de atravessar, e logo você estará explorando uma nova cidade.
Puerto Iguazú tem diversos restaurantes, bares e pizzarias para escolher o cardápio que mais agrada. Um dos pontos altos é a famosa parrilla, o churrasco argentino, que vai para o fogo sem sal. A pessoa pode temperar do jeito que gosta quando for servida.
O famoso bife de chorizo é bastante procurado pelos brasileiros. Os peixes locais, como dourado, surubim, pacu, patí e manguruju, são muito apreciados. Outro destaque são as empanadas, pequenos pastéis ou salgados com massa de farinha de trigo ou milho.
Uma das principais atrações de Puerto Iguazú são as cataratas. Diferentemente do lado brasileiro (onde se tem visão panorâmica das quedas), no lado argentino o turista fica bem pertinho das cataratas — o que torna a visita super emocionante.
Além disso, no lado argentino, as cataratas são divididas em três áreas: Garganta do Diabo, circuito superior e circuito inferior. Chegando no parque, há algumas opções de percurso, como o Trem Ecológico ou o Caminho Verde.
O Trem Ecológico tem vagões abertos e passa pela Estação Cataratas e pela Estação Garganta do Diabo. Na Estação Cataratas é possível fazer o circuito superior, e na Estação Garganta do Diabo caminha-se por 1.100 metros sobre o rio até a vista impressionante da Garganta do Diabo.
Já o Caminho Verde é uma trilha em meio à mata, onde se caminha tranquilamente até a ferrovia da Estação Cataratas. Ao longo do percurso, é comum avistar aves, quatis e macacos, além da vegetação local.
Além das Cataratas
Para além das cataratas, é possível programar tour de avistamento de aves no Parque Nacional Iguazú, conhecer o refúgio de animais salvos do tráfico, cavalgar por trilhas na mata, visitar uma aldeia guarani ou navegar até o marco da Tríplice Fronteira.
Aficionados por história podem programar o passeio de um dia inteiro até San Ignacio Miní, Loreto e Santa Ana — ruínas de missões jesuíticas do século 17 que ficam a quase quatro horas do hotel Awasi Iguazú e onde foram rodadas as cenas de A Missão, com Robert De Niro e Jeremy Irons, nos anos 1980.
Uma boa pedida é escolher o passeio que leva ao arroio Urugua-í, um afluente de águas calmas do rio Paraná, que separa Argentina e Paraguai. É possível tomar um caiaque e remar tranquilamente sob o olhar de carcarás, sem encontrar nenhum vestígio de presença humana.
Terminados os tours, a noite chega entre taças de vinho das regiões de Salta e Mendoza. A gastronomia pode oferecer frango com uma crosta de sementes ou ojo de bife con calabazas, um contrafilé alto com abóboras.
Luxo na natureza
Apaixonado pela selva de Misiones, no norte da Argentina, o escritor uruguaio Horacio Quiroga ergueu ali uma choupana no meio do mato e, cercado por onças, jacarés e tartarugas, imaginou fábulas delirantes envolvendo as feras e os mitos locais.
Natural, portanto, encontrar alguns de seus livros nos bangalôs do Awasi Iguazú, hotel incrustado no coração da floresta em Puerto Iguazú. Estamos, assim como o autor um século antes, cercados pelos murmúrios da mata atlântica, próximo das cataratas que marcam a divisa com o Brasil.
São, ao todo, 14 villas, suspensas como se fossem palafitas quase na altura da copa das árvores, todas à base de madeira. No interior, uma cama ampla com vista para as paredes envidraçadas, sala de estar integrada, frigobar bem abastecido e banheiro equipado com uma generosa banheira.
Do lado de fora, espreguiçadeiras sobre o deque e uma piscina aquecida. O mato ao redor oferece privacidade completa aos hóspedes. Tudo tem cara de casa na árvore, mas com todos os requintes de hotel-boutique de luxo.
Além das villas, interligadas por trilhas, há um lodge principal, também envidraçado e suspenso em meio à vegetação, onde ficam uma discreta recepção, o balcão do bar e as mesas do restaurante no terraço. Tudo é operado no sistema “fully-hosted”, isto é, refeições, bebidas, traslados e passeios estão incluídos na estadia, que começa na faixa dos R$ 6.270 (preço da baixa temporada, válido para uma estadia de, no mínimo, duas noites).
Há 10 excursões disponíveis. Cada villa tem um guia designado, e é ele quem conduz os tours. No topo da lista estão os que levam até o lado argentino das cataratas do Iguaçu, a 20 minutos dali. Parte-se cedo, antes das 8h, rumo à Garganta do Diabo, a mais imponente das 275 quedas d’água, vista de cima.
Depois, é possível fazer o circuito que contorna as cascatas e vê-las em seu conjunto e terminar o trajeto com um passeio de barco, encerrado por um banho em duas das cachoeiras. Também é possível incluir uma passada pelo lado brasileiro, que oferece um panorama diferente.