Piraju - A Justiça de Piraju condenou, nesta quarta-feira (1), cinco homens e duas mulheres denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no âmbito da operação "Cama de Gato". Somadas, as penas ultrapassam 260 anos de prisão por delitos como organização criminosa, tráfico de drogas e coação no curso do processo. Todos os réus tiveram as prisões preventivas mantidas e deverão pagar, solidariamente, o valor de R$ 500 mil a título de indenização por danos morais coletivos.
Também a pedido do Ministério Público (MP), a Justiça decretou a perda dos cargos de policiais civis ocupados por três dos homens. Eles não poderão exercer outro cargo ou função pública por oito anos. Ao condenar os acusados, a 2ª. Vara de Piraju decretou ainda o perdimento de dois veículos de alto padrão e de quase R$ 100 mil apreendidos com os condenados.
A investigação apontou que policiais civis lotados na Comarca de Piraju se organizaram com o objetivo de subtrair drogas de traficantes, inclusive vinculados a facções criminosas. Eles chegavam a simular prisões que, na realidade, não aconteciam.
Nesses casos, os policiais forjavam situações de abordagem para dar aos traficantes a chance de fugir e, assim, poderem se apropriar dos entorpecentes.
Já na posse das substâncias ilícitas, e em conluio com outros policiais, os investigados providenciavam a remessa da droga com destino a comunidades no Rio de Janeiro, sendo que os pagamentos decorrentes do tráfico eram feitos por laranjas.
Além de policiais civis, egressos do sistema prisional também integravam a organização criminosa, facilitando a troca de informações e atraindo traficantes responsáveis pela remessa de grandes quantidades de entorpecentes que seriam posteriormente subtraídos.
Conforme o apurado, um participante do esquema tinha habilitação para pilotar helicóptero, viabilizando até mesmo o transporte aéreo e interestadual da droga.