MUNICÍPIOS

Congresso destaca a neurociência política na comunicação

da Redação
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Divulgação
Workshop 'Nova Comunicação Governamental e Neurociência Política' foi conduzido por Kleber Santos
Workshop 'Nova Comunicação Governamental e Neurociência Política' foi conduzido por Kleber Santos

Com recorde histórico de 11 mil participantes, o 67º Congresso Paulista dos Municípios consolidou-se em 2025 como o maior encontro municipalista do país. Realizado pela Associação Paulista de Municípios (APM), no Mercado Livre Arena Pacaembu, o evento reuniu prefeitos, vereadores, secretários e lideranças de todo o Estado, com a presença do governador Tarcísio de Freitas.

Entre as arenas temáticas e palestras, um workshop chamou atenção pelo ineditismo e lotou o auditório: "Nova Comunicação Governamental e Neurociência Política", conduzido por Kleber Santos, consultor de campanhas e mandatos, especialista em neurociência e fundador da Academia Brasileira de Neurociência Política (ABNP).

A virada de chave na comunicação pública

De forma prática e humanizada, Kleber mostrou por que a comunicação institucional baseada em números de obras e investimentos dificilmente gera memória ou conexão com os cidadãos. "O cérebro humano descarta estatísticas frias. Mas guarda emoção, rostos e histórias humanas. É por isso que tantas notícias institucionais desaparecem em poucas horas. Não é falha do assessor, é o funcionamento natural da mente", explicou.

O público acompanhou exemplos concretos: o idoso que se emocionou ao ver o neto voltar da escola com os sapatos limpos após o asfalto chegar ao bairro, ou a jovem cadeirante que atravessou sozinha a rua pela primeira vez depois de anos de barreiras invisíveis. "Não é a obra que fica. É a história humana que permanece", resumiu o palestrante.

Por que a Neurociência Política importa agora?

Santos destacou que, segundo a ONU, o Brasil é o país mais ansioso do mundo - um dado que torna a comunicação emocional ainda mais urgente. "A emoção chega antes da razão. Isso não é opinião, é ciência. As pesquisas neurocientificas comprovam que 90% das nossas decisões políticas são emocionais. Quem entender isso vai transformar a forma como governos se conectam com a população", reforçou.

A conexão com a polarização política

O especialista também relacionou a neurociência política ao fenômeno da polarização que marca o Brasil nos últimos anos. Segundo ele, os embates acirrados entre campos ideológicos não se explicam apenas por divergências racionais, mas por mecanismos emocionais profundos. "O cérebro reage a conflitos políticos como se fossem ameaças à própria identidade. A amígdala cerebral dispara respostas de ataque ou defesa, e isso faz com que a lógica ceda espaço à emoção. É por isso que tantas conversas acabam em briga e que a razão, sozinha, não basta para superar divisões", observou.

Nesse contexto, a comunicação governamental ganha um papel estratégico: o de construir pontes. "Quando governos falam apenas em números e obras, reforçam distâncias. Quando comunicam por meio de histórias humanas e empatia, despertam identificação e resgatam o que temos em comum", defendeu Santos.

Um pioneiro na aplicação da neuropolítica

Kleber Santos tem se consolidado como referência nacional em neurociência política. Criador do Método 90|10 - O Lado Oculto do Voto (exclusivo para candidatos se prepararem para as eleições 2026|2028) e do Método NeuroCP — voltado para formação de consultores políticos com neurociência —, o especialista esteve por trás de resultados históricos, como a eleição, em 2024, do primeiro coletor de lixo a prefeito no Brasil, em Ourinhos (SP). O caso ganhou repercussão nacional.

Workshop em Brasília

Em agosto, Kleber Santos foi palestrante no I Simpósio de Qualificação Política, em Curitiba (PR), e no próximo mês vai coordenar workshops em Brasília voltados a políticos, assessores e equipes de campanha, abordando a introdução da neurociência política nas modernas campanhas eleitorais e comunicação de mandato.

Onde acompanhar

Interessados em conhecer mais sobre a neurociência aplicada à política podem acessar o site da Academia Brasileira de Neurociência Política e acompanhar os novos conteúdos diários em @academiadaneuropolitica.

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