Marília - A Prefeitura de Marília (100 quilômetros de Bauru) tem atuado de forma efetiva para dar resposta às demandas da população após o temporal que atingiu a cidade nesta segunda-feira (22), e contou com nuvem de areia, rajadas de vento e chuva. Após respostas rápidas da Defesa Civil de Marília e das Secretarias Municipais do Meio Ambiente e Serviços Públicos e da Infraestrutura, juntamente com a Emdurb (Empresa Municipal de Mobilidade Urbana), a Procuradoria Geral do Município conseguiu, nesta quarta-feira (24), liminar junto à Vara da Fazenda Pública que obriga a CPFL a promover o restabelecimento integral do fornecimento de energia elétrica ao município, sob pena de multa diária de R$ 100 mil por hora de atraso.
Na decisão liminar, o juiz da Vara da Fazenda Pública de Marília, Walmir Idalencio dos Santos Cruz, dá o prazo de oito horas para que a CPFL resolva a questão, inclusive com a apresentação de plano operacional de restabelecimento, com medidas concretas e cronograma de ações.
De acordo com o chefe do Executivo mariliense, o município tem acionado a CPFL desde segunda-feira para que agilize o retorno da energia. “Estamos com várias escolas sem energia, já tivemos problemas com alimentação, porque durante toda a madrugada, de segunda para terça-feira, os freezers ficaram desligados e tivemos que descartar e substituir os alimentos”, explica o prefeito Vinicius Camarinha.
A falta de energia também provocou o desabastecimento de água, ampliando os serviços essenciais afetados na cidade de Marília, gerando a suspensão de diversos serviços municipais, como aulas em algumas Emeis e Emefs, atendimento no Centro Dia do Idoso, em unidades de saúde, Cadastro Único, além de eventuais prejuízos ao comércio e às famílias.
Por meio de nota, a assessoria de imprensa da CPFL informou que ainda não foi notificada, mas que reitera seu compromisso com a população de Marília. "Apesar da severidade do temporal que atingiu o município, a empresa segue empenhada em manter a qualidade no fornecimento de energia, mantendo diálogo constante com o poder público e os órgãos competentes", afirmou.