INVESTIGAÇÃO

Nelson Wilians irá à CPMI do INSS e nega relação com suspeito


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Wilians diz que vai provar não ter envolvimento com esquema fraudulento
Wilians diz que vai provar não ter envolvimento com esquema fraudulento

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Nacional que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou a convocação de seis pessoas para prestar depoimento. Entre elas estão a esposa de Antônio Carlos Camilo, conhecido como "Careca do INSS", Tania Carvalho dos Santos, e o filho dele, Romeu Carvalho Antunes. Ambos são sócios de Camilo em empresas acusadas de envolvimento no esquema de descontos ilegais de aposentados e pensionistas. Além da esposa e do filho de Camilo, também foram convocados dois sócios dele — Milton Salvador de Almeida Júnior e Rubens Oliveira Costa —, o advogado e empresário Nelson Wilians, que vai atender à convocação, e Cecília Montalvão Queiroz, esposa de Maurício Camisotti. Todos deverão depor nesta quinta-feira (18) na condição de testemunhas, não de investigados.

Nelson Wilians é investigado pela Polícia Federal (PF) por ter feito movimentação financeira com Maurício Camisotti, empresário apontado como beneficiário final de três entidades investigadas por fraudar filiações de aposentados do INSS para aplicar descontos ilegais. Camisotti e Camilo estão presos preventivamente.

Wilians foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF na sexta-feira passada (12), no âmbito da Operação Cambota, segunda fase da Operação Sem Desconto. A operação apreendeu bens de luxo atribuídos a Wilians, incluindo um veículo Rolls-Royce avaliado em aproximadamente R$ 11 milhões, relógios, armas e dezenas de obras de arte.

O escritório e Nelson Wilians emitiu a seguinte nota sobre o caso:
“Em razão das declarações recentemente divulgadas envolvendo o nome do advogado e empresário Nelson Wilians, cumpre esclarecer que: Nelson Wilians não responde a qualquer ação penal, não foi denunciado pelo Ministério Público e jamais foi condenado por qualquer ilícito. As alegações feitas contra ele têm por base ilações e interpretações unilaterais, que não foram confirmadas por qualquer decisão judicial. Importa destacar que, quando provocado, o Supremo Tribunal Federal indeferiu expressamente pedido de prisão apresentado pela Polícia Federal, reconhecendo a ausência dos requisitos legais para medida tão extrema. Essa decisão reforça a inexistência de elementos concretos que justifiquem qualquer restrição à sua liberdade. É absolutamente falsa e irresponsável a tentativa de vincular o nome de Nelson Wilians ao indivíduo conhecido como “Antonio Carlos Camilo Antunes”, apelidado de “Careca do INSS”. Nelson Wilians jamais teve qualquer relação pessoal, profissional ou comercial com essa pessoa, e sequer tinha conhecimento de sua existência antes das notícias sobre o escândalo do INSS. A alegação de que veículos utilizados por esse indivíduo estariam registrados em nome de empresas ligadas a Wilians é uma conclusão precipitadas e é uma mentira, sem lastro probatório e que distorce completamente os fatos, tentando forçar um elo inexistente. Nelson Wilians reitera sua plena disposição para colaborar com as investigações, prestar esclarecimentos e apresentar toda a documentação necessária para demonstrar a licitude de suas atividades empresariais e profissionais, que sempre foram conduzidas com transparência e dentro da legalidade. Reafirmamos, por fim, que o devido processo legal, a presunção de inocência e o direito à ampla defesa são pilares do Estado Democrático de Direito, devendo prevalecer sobre acusações precipitadas e julgamentos midiáticos que apenas confundem a opinião”.

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