EM BAURU

Disque 100 recebe 27 denúncias por mês de violência contra idosos

Por Cássia Peres | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
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Disque 100 funciona 24h, explica Maria Aparecida Habkost, presidente do Conselho da Pessoa Idosa
Disque 100 funciona 24h, explica Maria Aparecida Habkost, presidente do Conselho da Pessoa Idosa

Embora ainda pouco conhecido, o Disque 100, canal de denúncias anônimas, recebe, em média, 27 casos mensais de violência contra a população de 60 anos ou mais de Bauru, segundo dados de 2025 encaminhados ao Conselho Municipal da Pessoa Idosa (Comupi). As queixas relatam, principalmente, abuso físico, psicológico, patrimonial e negligência com os cuidados da pessoa idosa, informa a presidente do órgão local, Maria Aparecida Santos Habkost.

Conhecida como "Cidinha", ela afirma que o número de telefone - implementado pelo Governo Federal para relatos de violações em todo o País - tem sido importante para ajudar a proteger as pessoas vulneráveis da cidade.

"O balanço de denúncias referentes aos idosos varia de 25 a 30 por mês. Em julho, por exemplo, recebemos 27 e, em agosto, 26", destaca.

O Disque 100 é um serviço de utilidade pública do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania destinado a receber demandas relativas a violações previstas no Decreto nº 10.174, de 13 de dezembro de 2019. Além do público com 60 anos ou mais, estão inclusos outros grupos em situação de risco, como crianças e adolescentes, pessoas com deficiência, população LGBTQIA , povos indígenas e pessoas em situação de rua.

"É importante que os munícipes conheçam este mediador e centralizem nele as denúncias de violência contra os grupos vulneráveis. Depois de registradas no Disque 100, elas são encaminhadas aos órgãos competentes de cada município, possibilitando o flagrante", enfatiza Cidinha.

Os agentes responsáveis por atender as queixas na cidade, de acordo com a presidente, são o Comupi, conselhos tutelares, polícias, Ministério Público, vigilância sanitária e Secretaria da Assistência Social. "O canal funciona todos os dias durante 24 horas. O denunciante pode ligar de forma anônima e gratuita ou escrever pelo WhatsApp", conclui.

ABUSO SILENCIOSO

Para Cidinha, os abusos contra os idosos ocorrem majoritariamente de forma silenciosa e dentro da casa da vítima. "Há casos em que o idoso é dopado com medicamentos, isolado e negligenciado pela própria família, que o impede de viver a sua fé e se vestir como gosta, por exemplo", conta.

Ela também enfatiza que ocorrências de desvio de dinheiro de pais ou avós para outros fins, como o uso de drogas, são comuns. "É uma violência que fere a individualidade, a dignidade e até o patrimônio dessa pessoa, que muitas vezes depende de um cuidador", acrescenta.

A atuação da Comupi se resume em, a cada caso, anotar as informações relatadas em banco e acompanhar o desenrolar dos fatos. Também é responsabilidade do conselho, composto por 26 membros, solicitar dos órgãos de intervenção quais foram as providências tomadas e os procedimentos em andamento para os casos relatados.

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