A crise de saúde mental no ambiente de trabalho tornou-se tão preocupante no Brasil, inclusive com reflexos econômicos, que levou o governo federal a atualizar a Norma Regulamentadora 1 (NR 1). Ela prevê o gerenciamento de riscos psicossociais por parte de empresas, que estarão sujeitas a punições, a partir de maio de 2026, caso não cuidem do bem-estar dos funcionários.
A revisão da norma está entre os assuntos abordados pelo seminário gratuito 'Saúde, Segurança e Proteção do Trabalhador: saúde mental e revisão da NR 1', que será realizado na próxima quarta-feira (3), em Bauru.
O evento, realizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT/Bauru), Força Sindical e União Geral dos Trabalhadores (UGT), é aberto ao público e acontece a partir das 19h, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Refeições Coletivas da Região Norte e Oeste do Estado (Sinterc), que fica na rua Cussy Júnior, 11-63.
O médico do Sistema Único de Saúde (SUS), Pedro Tourinho, que preside o Fundacentro — instituição pública ligada ao governo federal e que pesquisa o mercado de trabalho —, foi convidado para participar do seminário, assim como Luís Carlos de Oliveira, secretário nacional de segurança da Força Sindical e diretor do Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e Ambiente de Trabalho.
Também estarão presentes Wilson Maceri Jr., gerente-executivo do INSS regional de Bauru, e representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT).
"A legislação é muito importante na hora de fazer a prevenção dos processos de trabalho, sendo uma prioridade estratégica utilizada pelos sindicatos", diz Jesus Francisco Garcia, dirigente do Sinergia, um dos organizadores do evento.
De acordo com ele, as palestras vão aprofundar o debate sobre como o movimento sindical pode atuar na defesa e promoção da saúde do trabalhador.
As inscrições podem ser feitas gratuitamente pelo link: https://forms.gle/ekYdHr1gaDZyKcyi8