INFRAESTRUTURA

Usina de asfalto adquirida há um ano segue sem energia em Bauru

Por Cássia Peres | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Cássia Peres
Nova usina produzirá 200 toneladas de massa asfáltica por dia
Nova usina produzirá 200 toneladas de massa asfáltica por dia

A nova usina de asfalto comprada pelo município há um ano, com investimento público de R$ 3,9 milhões, conforme noticiado pelo JC/JCNET na época, permanece sem energia elétrica em Bauru. De acordo com a chefe da Secretaria de Infraestrutura, Pérola Mota Zanotto, todas as etapas de adequação do equipamento já foram realizadas. A próxima ação é de responsabilidade da Companhia Paulista de Força e Energia (CPFL), que solicitou 90 dias até a religação da rede elétrica e ativação do maquinário.

De acordo com a secretária, o equipamento chegou a ser testado durante uma semana em novembro de 2024, quando a instalação foi concluída. Já em junho de 2025, foram entregues as vistorias e os últimos documentos que envolvem a burocracia do processo, destaca Pérola.

"Reformulamos a entrada de energia, substituímos o transformador e concluímos a parte interna da usina, que está apta a funcionar. Agora, aguardamos a CPFL finalizar os trabalhos externos", explica a secretária de Infra.

Segundo a pasta, o novo equipamento, mais moderno e menos poluente que o antigo de 51 anos, produzirá um volume médio de massa asfáltica de 200 toneladas diárias para recapeamento e pavimentação. Para operações de tapa-buraco, a média será de 35 a 40 toneladas. O material é concreto betuminoso.

As tarefas ficarão sob responsabilidade de três equipes terceirizadas e duas do município. "O recape é por demanda. A gente faz o projeto, licita a obra e a empresa faz. É diferente do tapa-buraco, em que há uma ata de registro de preços. Durante o ano, damos ordem de serviço e a terceirizada executa pelo período de contrato", enfatiza Pérola.

A servidora avalia que as vias precisam de manutenção entre cinco e 10 anos para evitar desagregamento e perda da capacidade de absorção. "Bauru possui diversas ruas com pavimento antigo e sem manutenção. Por isso, a origem de tantos buracos. Além disso, o DAE também intervém com frequência, o que faz o asfalto ficar recortado", conclui.

Usina antiga já funciona no município há 51 anos (Foto: Cássia Peres/JC)
Usina antiga já funciona no município há 51 anos (Foto: Cássia Peres/JC)

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