ACOLHIMENTO

Amor Exigente oferece apoio gratuito a dependentes e familiares

Por Mariana d'Abril |
| Tempo de leitura: 2 min
Estágio sob supervisão da Redação
Reprodução
Quem procura acolhimento pode comparecer sem inscrição prévia
Quem procura acolhimento pode comparecer sem inscrição prévia

Referência em acolhimento e orientação a pessoas com dependências e seus familiares, a Associação Bauruense de Amor Exigente (Abae), representante regional da Federação de Amor Exigente (Feae), foi regulamentada em março deste ano em Bauru. A entidade, no entanto, atua no município há mais de 20 anos e realiza reuniões todas as terças-feiras, às 20h, em sua sede.

Podem participar parentes ou pessoas com qualquer tipo de dependência, como compras, apostas, sexo, drogas lícitas e ilícitas, além de transtornos alimentares, explica o presidente da Abae, Lars Krook.

De acordo com ele, não é necessário realizar inscrição prévia — basta comparecer aos encontros. Para Lars, os vícios mais difíceis de superar são aqueles socialmente aceitos, como o consumo de álcool. A cada mês, um tema orienta os encontros semanais.

Em maio, o tópico foi a culpa — sentimento comum tanto entre os dependentes, que sofrem por não conseguirem abandonar o vício, quanto entre os familiares, que muitas vezes se sentem um obstáculo ou parte da causa. Em junho, o tema será comportamento. Na ocasião, será discutido como a abordagem da família pode influenciar diretamente o modo de vida do dependente.

O presidente explica que o Amor Exigente é um programa de base cognitivo-comportamental. Nele, os participantes compreendem que a mudança precisa começar dentro de cada um.

Um dos pilares do grupo é o sigilo. Tudo o que é compartilhado nas reuniões permanece em confidencialidade, garantindo que os participantes não sejam expostos e se sintam seguros para falar. Essa segurança emocional fortalece a conexão entre os presentes, que se identificam com as vivências uns dos outros e encontram um espaço livre de julgamentos, explica Lars.

Para se voluntariar, também basta comparecer às reuniões e informar aos membros o desejo de contribuir. Durante os encontros, os voluntários coordenam os subgrupos, direcionando as conversas e aconselhando os participantes.

A Abae fica na Rua Oliciar de Oliveira Guimarães, 10-60, Jardim América.

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