Jaú - Neste mês, teve início a campanha Março Lilás, voltada para a conscientização e prevenção do câncer do colo do útero. De acordo com dados do Registro Hospitalar de Câncer (RHC) do Hospital Amaral Carvalho (HAC) de Jaú (47 quilômetros de Bauru), o tumor é o terceiro mais incidente nas mulheres em tratamento no hospital, ficando atrás apenas do câncer de mama e do câncer de pele não melanoma.
O HAC revela que, em média, foram registrados 320 casos por ano de câncer do colo do útero no período de 2018 a 2022, sendo que mais de 50% desses casos ocorreram em pacientes com idades entre 25 e 44 anos.
Segundo o hospital, a doença tem desenvolvimento lento e pode não apresentar sintomas inicialmente. Em situações mais graves, a mulher pode perceber sangramento vaginal intermitente ou após relação sexual, secreção vaginal anormal, dor durante a relação, dor abdominal e queixas urinárias ou intestinais.
"Existe uma fase pré-câncer que pode se estender por até dez anos. É neste período em que essas lesões podem ser detectadas por exames de rastreamento, como o teste de papanicolau, um exame fundamental para garantir o diagnóstico precoce e as melhores chances de tratamento", explica a médica ginecologista do HAC, Lenira Mauad.
O exame é recomendado para mulheres que já tiveram relações sexuais, especialmente a partir dos 25 anos, periodicamente, e é feito gratuitamente pela rede pública de saúde. O HAC, inclusive, conta com um programa de prevenção para realização do papanicolau.
As interessadas devem ligar e agendar horário pelo telefone (14) 3602-1241. Durante o atendimento, são identificadas mulheres com risco para desenvolverem câncer de endométrio e vulva, que são encaminhadas para atendimento médico e exames complementares, como ultrassom transvaginal e videohisteroscopia.
Outra forma eficaz de prevenir o câncer do colo do útero, de acordo com a ginecologista, é a vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV). O imunizante está disponível nos postos de saúde para meninos e meninas entre 9 e 14 anos, em dose única. "Além disso, o uso de preservativos em relações sexuais, especialmente com parceiros eventuais, é necessário para evitar a contaminação", ressalta a médica.