O Tribunal do Júri condenou, nesta quinta-feira (20), Guilherme Cassimiro do Carmo Alquati a oito anos e dois meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato de Júlio César das Virgens, aos 41 anos, em 30 de junho de 2022, com agressões a pauladas e cadeiradas, em um posto de combustível na quadra 44 da avenida Nações Unidas, no Núcleo Geisel, em Bauru.
De acordo com a sentença, o réu havia sido denunciado e pronunciado por homicídio qualificado, mediante recurso que dificultou a defesa do ofendido. Por maioria dos votos, o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade do fato e autoria, mas afastou a qualificadora, acatando parcialmente a denúncia do Ministério Público (MP).
A pena foi fixada pelo Juízo em oito anos e dois meses de reclusão e levou em conta os maus antecedentes do acusado e sua reincidência criminal. Ele não poderá recorrer da sentença em liberdade. A reportagem entrou em contato com o advogado de Alquati através de e-mail, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem.
Relembre o caso
No dia do crime, houve um desentendimento entre três homens que estavam no estabelecimento, por volta das 5h50. A ocorrência, registrada por câmeras de segurança, repercutiu muito na cidade. Ao final da briga, Júlio César foi conduzido ao hospital em estado gravíssimo, com vários ferimentos na cabeça. Ele morreu no dia seguinte.
Os dois suspeitos foram presos, indiciados pela Polícia Civil e denunciados pelo MP por homicídio qualificado. Em novembro de 2023, um deles, de 34 anos, que estava preso preventivamente, foi absolvido pelo Tribunal do Júri por insuficiência de provas e solto após a sessão. Já Alquati aguardava o julgamento, o que ocorreu nesta quinta.