SAÚDE

Brotas tem morte por febre amarela

Por Lilian Grasiela | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Prefeitura da Estância Turística de Brotas
Prefeitura está adotando ações para controlar e prevenir a doença
Prefeitura está adotando ações para controlar e prevenir a doença

A Prefeitura da Estância Turística de Brotas (100 quilômetros de Bauru), por meio da Secretaria de Saúde e da Vigilância Sanitária, registrou uma morte por febre amarela na cidade. A vítima é um homem de 66 anos, morador de propriedade rural na região do Salto de Botas e Barreiro, e sem histórico de vacinação contra a doença. O governo do Estado alerta sobre o avanço da febre amarela e reforça que os macacos não transmitem o vírus (leia mais abaixo).

O primeiro óbito do ano pela doença na região de Bauru foi divulgado pela Prefeitura de Brotas na última sexta-feira (14). No dia anterior, um laudo encaminhado pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica de Bauru (GVE XV) após exames feitos pelo Instituto Adolfo Lutz atestaram a morte do paciente por febre amarela.

A Vigilância Sanitária de Brotas informou que, em conjunto com Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) e a GVE XV Bauru, está adotando todas as medidas recomendadas pelos órgãos de saúde para controle e prevenção da doença, transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti em áreas urbanas. As ações incluem investigação epidemiológica na região onde a vítima morava para identificar possíveis focos do mosquito transmissor; nebulização em áreas próximas e no hospital onde o paciente foi atendido; e vacinação emergencial na região para imunizar quem ainda não se vacinou contra a febre amarela.

"Nosso compromisso é garantir que todos os brotenses tenham acesso à vacinação e à informação correta. A febre amarela pode ser prevenida com uma única dose da vacina, disponível gratuitamente no SUS", ressaltou a prefeita de Brotas, Leca Berto. "Contamos com a colaboração de todos para que compareçam aos postos de saúde e se protejam". 

Governo de SP alerta sobre a importância da proteção aos macacos

O governo de São Paulo emitiu um alerta sobre a circulação do vírus da febre amarela no estado e reforçou que os macacos não são transmissores da doença. "Esses animais funcionam como sentinelas naturais: quando adoecem ou morrem, indicam a presença do vírus na região, permitindo que as autoridades sanitárias adotem medidas preventivas", declarou, em nota.

O Estado registrou 14 casos e nove óbitos por febre amarela em humanos, além de 30 casos em primatas não humanos nas regiões de Ribeirão Preto, Campinas, Barretos, Bauru e Osasco. O governo paulista lembra que, em 2017, a desinformação gerou perseguição aos macacos, erroneamente associados à transmissão da doença, sobretudo bugios.

A Coordenadoria de Fauna Silvestre (CFS) da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) enfatiza a importância de acompanhar a presença do vírus da febre amarela, sem comprometer a conservação da fauna.

"Os macacos são essenciais para a vigilância da febre amarela, pois indicam a circulação do vírus antes que ele atinja os humanos. Eles não transmitem a doença, que é propagada exclusivamente por mosquitos", explica Paloma Arakaki, coordenadora da Comissão Pró Primatas Paulistas (CPPP), vinculada à CFS-SMA.

Caso a população encontre macacos com comportamento anormal, como dificuldade de locomoção, equilíbrio ou visão, é fundamental registrar a ocorrência no aplicativo SISSGEO (https://sissgeo.lncc.br/apresentacao.xhtml).

Comentários

Comentários