OPINIÃO

Que mundo teremos em 365 dias?

Por Gregório José | Jornalista, radialista e filósofo. Pós Graduado em Gestão Escolar // Pós Graduado em Ciências Políticas // Pós Graduado em Mediação e Conciliação. MBA em Gestão Pública
| Tempo de leitura: 2 min

Senhoras e senhores, prestem atenção… nos últimos tempos, um fenômeno curioso tem ganhado força nos Estados Unidos e além: o enfraquecimento da agenda de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) dentro das grandes corporações. O que antes parecia um pilar inquestionável das empresas modernas agora enfrenta resistência crescente. O caso mais emblemático? O Facebook (ou Meta, como prefere ser chamado hoje), que reduziu drasticamente seus programas nessa área, como quem arquiva um projeto que já não rende dividendos.

Mas nem todas as empresas estão dispostas a enterrar de vez essas pautas. No olho desse furacão, a gigante do varejo Costco se viu no centro de um embate entre acionistas. De um lado, os progressistas, insistindo que diversidade ainda é um valor essencial. Do outro, os críticos da chamada "agenda woke", defendendo que é hora de as empresas focarem em resultados, não em ideologias.

Nesta semana, a ala progressista levou a melhor - pelo menos por enquanto. E o símbolo dessa vitória? O refrigerante servido nas lanchonetes da Costco, agora escolhido por alinhamento com os princípios DEI.

O que parece um detalhe trivial esconde um movimento global. Países como o Reino Unido e a Austrália já começaram a revisar ou mesmo reverter políticas identitárias que, segundo críticos, criaram divisões em vez de inclusão. O governo britânico, sob Rishi Sunak, cortou financiamentos para programas de diversidade no setor público, alegando que a meritocracia deve ser o único critério válido. Na Suécia, a própria Universidade de Lund encerrou iniciativas específicas para grupos minorizados, argumentando que tais programas são ineficazes e até contraproducentes.

E a tendência não para por aí. Com a possível volta de Donald Trump à Casa Branca, a mensagem será clara: chega de identidade, viva a meritocracia. O discurso? Um mundo onde raça, gênero, orientação sexual ou credo não devem importar mais do que competência. A realidade? Bem, essa é sempre mais complexa.

Agora, eu pergunto: será que esse novo paradigma realmente cria um campo de jogo nivelado? Ou será apenas uma nova roupagem para desigualdades históricas? O tempo, sempre ele, dará a resposta. Enquanto isso, sigamos atentos. O que parece uma simples disputa sobre refrigerante pode, na verdade, ser o prenúncio de uma mudança muito maior.

Jornalista, radialista e filósofo. Pós Graduado em Gestão Escolar // Pós Graduado em Ciências Políticas // Pós Graduado em Mediação e Conciliação. MBA em Gestão Pública

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