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Sambódromo: prefeitura avança na recuperação e contrata projeto

Por André Fleury Moraes e Isabela Holl | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Joabe Guaranha/Prefeitura de Bauru
Vista aérea do Sambódromo de Bauru, que está interditado por risco de colapso do solo
Vista aérea do Sambódromo de Bauru, que está interditado por risco de colapso do solo

O governo Suéllen Rosim (PSD) deu início na semana passada à segunda etapa do processo de recuperação do Sambódromo municipal, no Núcleo Geisel, interditado desde 2020 pelas más condições em sua infraestrutura.

Na quinta-feira (23) passada, a administração assinou contrato com uma empresa de engenharia e deve, nos próximos dias, emitir a ordem de serviço para que o trabalho comece a ser executado. A empresa contratada receberá R$177 mil para elaborar o projeto.

A partir da liberação às obras, a responsável terá 150 dias para elaborar o projeto executivo de recuperação do Sambódromo.

"Primeiro fizemos um diagnóstico do que há naquele espaço. Isso nos deu parâmetros para discutir como avançar para o próximo passo, que vem agora com a contratação do projeto de recuperação da área", explica a secretária de Obras, Pérola Zanotto.


Pérola Zanotto, secretária de Obras (Foto: Divulgação)

Segundo ela, a empresa de engenharia responsável pela obra terá de apresentar três soluções distintas, com técnicas diferentes, para recuperar o Sambódromo. Somente aí é que a prefeitura avaliará qual delas é mais eficiente e menos onerosa aos cofres públicos.

Após essa escolha, o processo de recuperação envolverá a adequação do talude, dos drenos profundos e da rede de captação de água, para conseguir estabilizar o local. O prazo para começar as obras ainda não está definido e depende do valor final estipulado pela empresa.

RELEMBRE O CASO

A preocupação com a estrutura do Sambódromo começou logo após o Carnaval de 2019, quando um trecho do setor dos camarotes cedeu e formou uma grande cratera. Segundo a prefeitura, o deslizamento foi provocado por uma mina d'água existente no local e pelas fortes chuvas registradas na época.

O problema foi consertado pela Secretaria de Obras e o espaço sediou o Carnaval de 2020, o último realizado no endereço. Porém, a erosão chamou a atenção do Ministério Público (MP), que pediu a interdição da passarela até a elaboração de um laudo pericial.

Na sequência foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre MP e prefeitura para a realização do serviço de sondagem de solo e análise geotécnica de toda a área considerada de risco. A conclusão foi que a área subterrânea e o entorno do terreno, em vários pontos, têm risco de colapsar por infiltração de água de minas ou possíveis galerias rompidas.

O trabalho, realizado pela Fral Consultoria Ltda por R$ 307 mil, foi iniciado em dezembro de 2022 e concluído no final de 2023.

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