OPINIÃO

Já agradeceu hoje?

Por Fabiana Rosa |
| Tempo de leitura: 2 min

São tantos discursos, tantas opiniões, tantas vozes, tantos contrapontos, encontros, desencontros. A internet e sua democracia, deu voz àqueles que não a tinham e isso é muito bom! Mas, essa voz estremecida, distrai os mais incautos sobre o que realmente é importante na vida. Tanto tempo gasto ou perdido com debates onde não há um vencedor: cada ponto de vista é um ponto de vista legítimo para quem o defende. E não há a obrigação de fazer com que o outro mude de opinião. O que te faz sorrir? Você está feliz? O que você fez hoje e que te deixou contente? O que você gostaria de ter feito hoje e não fez? O que falta para que você assuma as rédeas da sua vida? O que te faz olhar para a vida do outro e evitar olhar para A Sua própria vida? O que você teme achar dentro de si mesmo, que faz com que adies tua evolução como Ser Humano que és (e que Todos Somos)?

Você já agradeceu hoje pela oportunidade de estar vivo por mais um dia? Você já agradeceu hoje pelos livramentos de situações potencialmente piores, que acontecem nos pequenos incidentes domésticos? Já agradeceu a descoberta de uma doença (em ti ou em alguém que tu amas), com tempo hábil para tratá-la: e curá-la? Já apreciou o céu, o sol, as flores, o som dos passarinhos? "Passarinho: que som é esse?" Já caminhou sentindo a brisa a te acariciar as bochechas? Já se deu conta de como tudo nesta vida é impermanente? Uma hora estamos aqui, outra estamos lá e, de repente, estamos acolá. Aquela(e) que você pensava amar muito e que, hoje, você sente que já não passa de uma estranha(o):já agradeceu pela passagem dessa pessoa em seus caminhos? Passou. Como passa a vida e tudo do que ela é feita nesta terra. Já agradeceu por esticar a mão e poder tocar e afagar aquela pessoa que em quem você confia e que caminha contigo, ao teu lado, que te apoia, que desinteressadamente te ama e que confia em ti também?

Não deixe a vida passar incólume presa em sua própria bolha de "verdades e certezas absolutas" sem dar-se a oportunidade de, através das lentes da fraternidade e do respeito, ver, ouvir e conhecer a história de outros Seres Humanos como você. Não precisa concordar: precisa apenas respeitar. Somos todos iguais e, ao mesmo tempo, muito diferentes. E, de tanto passar despercebida e amiúde, não chegue ao final da estrada (que você nem sabe quando será) arrependida(o) por ter vivido menos do que poderia e agradecido aquém do que deveria.

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