INSALUBRE

Ar-condicionado falha e Poupatempo tem temperaturas acima de 30ºC

Por André Fleury Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Termômetro do Poupatempo marcou 30.7 graus Célsius ontem
Termômetro do Poupatempo marcou 30.7 graus Célsius ontem

A temperatura no ambiente interno do prédio do Poupatempo em Bauru, na rua Inconfidência (Centro), atingiu elevados 30.7 graus Célsius na tarde desta quarta-feira (22) após um problema no sistema de ar-condicionado do local, que apresentou falhas. Uma peça teria quebrado e a reposição pode demorar até uma semana, segundo apurou o JC.

A situação, na avaliação do Sindicato dos Servidores Públicos de Bauru (Sinserm), é insustentável. Ainda na tarde desta quarta, o advogado José Francisco Martins, que defende o Sinserm, orientou os funcionários municipais cedidos ao Estado para atuar no Poupatempo a paralisar suas atividades nesta quinta caso o problema ainda não tenha sido resolvido.

Pelo menos duas pessoas apresentaram mal-estar e sofreram queda de pressão ante o calor excessivo no ambiente. Elas foram realocadas para mesas que dispõem de ventiladores - alguns dos quais, aliás, levados ao Poupatempo pelos próprios servidores.

A Norma Regulamentadora número 15 (NR 15) considera insalubre o ambiente de trabalho cuja temperatura seja superior a 27.5 C.

A reportagem procurou a Prodesp, mantenedora do Poupatempo, para questionar sobre se haveria providências no local. Em nota, o Poupatempo de Bauru informou que está realizando manutenção no seu sistema de ar-condicionado, com a reposição de peças para assegurar o funcionamento adequado do equipamento. O prazo, porém, não foi informado. Ainda segundo o Poupatempo, para minimizar o desconforto dos usuários e funcionários durante o período de reparos, foram instalados ventiladores no local e os funcionários estão autorizados a trabalhar com camisetas.

O JCNET também indagou a prefeitura a respeito da possível paralisação - e aguarda resposta. O espaço permanece aberto para manifestações.

Esta não é a primeira vez que o imóvel do Poupatempo enfrenta situações do tipo. Em outubro do ano passado, servidores municipais cedidos ao Estado chegaram a paralisar após trabalharem durante dois dias sem ar-condicionado e com as torneiras secas ante as falhas no então vigente sistema de rodízio no abastecimento.

O problema, de todo modo, não se restringe a dias quentes. Basta uma chuva, por exemplo, para que as goteiras apareçam no prédio do Poupatempo.


No ano passado, servidores paralisaram após dois dias sem água ou climatização no Poupatempo de Bauru, no Centro (Foto:Sinserm/divulgação)

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