'GOLPE DA ARARA'

Preso trio que usava empresa de fachada para dar golpes em Bauru

Por Lilian Grasiela | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Polícia Civil/Divulgação
Parte dos produtos adquiridos por meio de estelionato foi recuperada e apreendida
Parte dos produtos adquiridos por meio de estelionato foi recuperada e apreendida

A Polícia Civil prendeu em flagrante, na noite desta sexta-feira (17), em Bauru, três pessoas suspeitas de abrirem empresas fantasmas, realizarem compras à prazo, e encerrarem suas atividades em pouco tempo, deixando as vítimas no prejuízo, eu um esquema conhecido como "golpe da arara". Em apenas dois meses, ao menos quatro pessoas jurídicas que venderam mercadorias ou locaram equipamentos para a empresa de fachada deixaram de receber mais de R$ 253,5 mil. Parte dos produtos foi recuperada e apreendida.

As investigações que levaram à identificação do grupo foram coordenadas pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru. Os trabalhos revelaram que ao menos quatro pessoas, usando um barracão alugado no Núcleo Geisel, que seria a sede da empresa fantasma, foram responsáveis por dezenas de compras e locações de materiais, como empilhadeiras, máquina "bobcat", betoneiras, materiais de construção e materiais de farmácia, entre outros, em novembro e dezembro.

Nessa modalidade de estelionato, segundo a Polícia Civil, criminosos abrem empresas fantasmas, sem restrições de créditos, e realizam uma série de compras de mercadorias para pagamento à prazo de empresas idôneas, já com a intenção de não pagá-las. "Quando a empresa está prestes a 'estourar', ou seja, próximo ao vencimento dos pagamentos, eles fecham-na e os credores, quando tentam efetuar a cobrança, nada encontram", diz, em nota, o delegado Alexandre Protopsaltis, coordenador do SIG da CPJ.

Quatro empresas procuraram a polícia relatando prejuízos de R$ 20,5 mil, R$ 58,5 mil, R$ 84,5 mil e R$ 90 mil. Além de um homem e uma mulher identificados como responsáveis por algumas das compras, durante o cumprimento do mandado de busca, outro homem também foi preso. A empresa de fachada, inclusive, foi aberta no nome da mulher, conforme a Polícia Civil. Os três foram autuados em flagrante por associação criminosa e as investigações prosseguem visando à identificação de outros envolvidos no esquema.

Mercadorias apreendidas pela Polícia Civil
Mercadorias apreendidas pela Polícia Civil

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