OPINIÃO

Ela brilha mais que o negacionismo

Por Juh Hunzicker - Escritora e estudante de Jornalismo |
| Tempo de leitura: 1 min

É do Brasil! A Fernanda é do mundo e o mundo é nosso!

Parecia final de Copa, a seleção precisava de um gol para ser campeã e ela foi lá e fez! Um golaço!

Todo mundo pulou, gritou e chorou, a madrugada foi de lavar a alma. Mas nem todo brasileiro ficou feliz. Parece impossível, mas teve gente que torceu o nariz e óbvio colocou política no meio.

O prêmio incomodou, e foi pelo motivo mais bizarro: o filme!

A direita ''conservadora'' e louca nega a Ditatura, tenta encobrir, desmerecer os que desapareceram. É como se essa parte importante da história do País não existisse, ou fosse só fruto da imaginação da esquerda.

Mas existiu, o filme brilhantemente mostra isso nas telas. Forte e impactante. Uma luta de uma vida por respostas e por um corpo. Informações que foram varridas para debaixo do tapete da impunidade. E que até hoje incomoda e cutuca e ferida dos causadores e seus descendentes lunáticos.

O prêmio foi dado pelo reconhecimento do trabalho artístico. Mas a Eunice existiu e sofreu a dura realidade de não ver mais o marido. A Ditadura foi um capítulo que poderia não ter sido escrito, mas foi!

Não adianta ''botar a culpa'' da premiação no Presidente ou na TV Globo. Não existem desculpas pelos milhares de capturados e mortos pelo regime.

Não podemos aceitar qualquer desmerecimento, nem do prêmio, nem das atrocidades da Ditadura. Viva Fernanda e a nossa liberdade!

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