NA REGIÃO

76 cidades passam a ter ao menos um escrivão e um investigador

Por Tisa Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Deinter-4/Divulgação
Solenidade de formatura dos 150 policiais civis foi no último dia 13, no Anfiteatro “Guilhermão”, da Unesp
Solenidade de formatura dos 150 policiais civis foi no último dia 13, no Anfiteatro “Guilhermão”, da Unesp

As 76 cidades da região abrangidas pelo Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 4 (Deinter-4) passaram a contar, nesta semana, com ao menos um escrivão e um investigador de polícia, inclusive naquelas com número reduzido de habitantes, como Borá, Uru, Fernão, Paulistânia e Arco-Íris. O incremento foi possível após a formatura de 150 policiais civis na Unidade de Ensino e Pesquisa 4 (UEP4), ocorrida em Bauru no último dia 13 e oficializada nesta quinta-feira (26), no Palácio dos Bandeirantes, na Capital.

Além disso, unidades do Instituto Médico Legal passam a contar com mais cinco médicos-legistas. Esta é considerada a maior nomeação da história da Polícia Civil no Estado, com 4 mil aprovados em concurso.

Destes, 97 foram designados ao cargo de escrivão e 53, investigadores nas delegacias seccionais de Bauru, Jaú, Lins, Marília, Ourinhos e Tupã. "A prioridade foi garantir vagas em cidades que não tinham escrivães e aquelas que não tinham investigadores de polícia fixos, sendo estas últimas em maior número", frisa o diretor do Deinter-4, delegado Ricardo Martines.

Bauru, no entanto, também foi contemplada. A Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) contará com mais sete investigadores e cinco escrivães. "Mas, como policiais novos não podem trabalhar em unidades especializadas, com exceção da DDM, houve um remanejamento de policiais com mais de três anos de carreira para a Deic, abrindo vagas nas unidades territoriais para os recentemente formados", esclarece. Estes poderão, por exemplo, reforçar o trabalho da Delegacia Seccional, em serviços como o Plantão da Polícia Civil.

Outros concursos

De acordo com Martines, ainda há um outro concurso em andamento, em fase final para preenchimento de mais 45 vagas para investigadores e 40 para escrivães no departamento. "Já foram corrigidas as provas objetiva e dissertativa e estamos na fase de investigação social. Esperamos que o curso de formação desses policiais seja concluído em até um ano", informa.

A expectativa é de que, no início de novembro, o Deinter-4 também receba novos delegados, visto que 316 estão em formação na Academia de Polícia, na Capital. Além disso, cerca de 500 candidatos foram aprovados recentemente em concurso público para delegado, que também está em fase de investigação social e realização de exame oral. "Mas ainda não temos estimativa de quantos virão para o Deinter-4, porque a distribuição é feita pela Delegacia Geral de Polícia", acrescenta.

Já o concurso para investigadores e escrivães foi realizado, pela primeira vez, de forma direcionada para cada um dos dez departamentos do Estado. "Estes 150 policiais foram aprovados para atuar nos municípios do Deinter-4, porque, no ato da inscrição, fizeram esta escolha. No passado, o concurso era feito por regionais, depois, passou a ser estadual e, agora, passou a ser feito por departamento", reforça Martines.

Adequação

Vinculada à Academia de Polícia (Acadepol), a UEP4 funciona nas dependências do Deinter-4, mas, devido ao grande número de alunos que precisavam fazer o curso de formação técnico-profissional de uma só vez, os treinamentos foram realizados na FIB, em seis salas de aula e instalações para condicionamento físico cedidas pela instituição de ensino. "Estou na Polícia Civil há 35 anos e não me lembro de a região receber este número de policiais em um único concurso", afirma Martines.

Ele explica que, embora os índices de produtividade policial na área de abrangência do Deinter-4 já sejam bons, o acréscimo de profissionais permitirá reforçar o trabalho das unidades especializadas, além de proporcionar a composição de uma equipe fixa no Plantão Polo Regional da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru.

"Isso permitirá o aumento dos índices de esclarecimentos de roubos e de homicídios, maior produção de inquéritos, de investigações na área do departamento. Até os policiais se adaptarem nas unidades, espero, nos próximos dois meses, um incremento muito bom no trabalho da Polícia Civil", completa.

Delegado Ricardo Martines, diretor do Deinter-4 (crédito: Deinter-4/Divulgação)
Delegado Ricardo Martines, diretor do Deinter-4 (crédito: Deinter-4/Divulgação)

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