CRISE HÍDRICA

DAE interrompe captação de água do Batalha para recarga da lagoa

Por Tisa Moraes |
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Bruno Freitas
Medida foi necessária para permitir o funcionamento ao menos de uma bomba da ETA
Medida foi necessária para permitir o funcionamento ao menos de uma bomba da ETA

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru interrompeu temporariamente, nesta terça-feira (10), a captação de água da lagoa do Rio Batalha, que chegou ao nível crítico de 1,29 metro. A medida foi necessária para permitir a recarga do manancial e garantir o abastecimento mínimo na Vila Falcão, Alto Paraíso e parte do Jardim Industrial na quarta-feira, conforme previsto no cronograma do rodízio.

A expectativa é de que a suspensão tenha duração de duas horas. De acordo com o presidente da autarquia, Renato Purini, o setor contemplado pelo racionamento nesta terça - Centro, Altos da Cidade, Jardim Ouro Verde e Parque do Sabiás - receberá água vinda de reservatórios.

Purini explica que a manobra já foi adotada outras vezes neste ano, em razão da baixa velocidade em que a água do rio está sendo reposta. Em meio à estiagem prolongada, a baixa umidade relativa do ar e as temperaturas elevadas, o nível chegou a 1,08 metro no último domingo, o menor dos últimos dez anos.

“O desligamento da bomba é necessário para a captação ganhar nível. Caso contrário, começa a puxar terra. Ela será religada dentro de duas horas, voltaremos a abastecer o Ouro Verde, Sabiás e, a partir de 0h, a Falcão”, explica, acrescentando que a Estação de Tratamento de Água (ETA) só consegue funcionar até o nível mínimo de 1,28 metro.

Nos últimos dias, a ETA tem operado com apenas uma de suas quatro bombas, programada para captar água em sua capacidade mínima, de 200 litros por segundo. “Amanhã, o ideal seria ter vazão de 320 litros por segundo, mas permaneceremos com 200, porque, se ajustássemos para 250 litros por segundo, em duas horas teríamos que desligar a bomba. Então, demoramos mais para encher a rede, mas também demoramos mais para desligar”, argumenta.

Para reforçar o abastecimento neste período, a prefeitura publicou, em maio, decreto de emergência hídrica no município, que permite a adoção de medidas imediatas de contingenciamento, como a contratação de empresas com dispensa de licitação. Por meio dele, por exemplo, foram locados cinco caminhões-pipa de 45 mil litros, sendo que dois jogam água 24 horas por dia diretamente no reservatório da ETA e outros três no reservatório da chamada ‘Vila Seca’.

“Trata-se de um ponto acima do Alto Paraíso, na região da Vila Industrial, onde reforçamos o abastecimento da parte mais alta de bairros como Falcão e Chácaras Cornélia. Este reservatório também está recebendo água de mais uns cinco ou seis caminhões de 15 metros cúbicos, que trabalham por cerca de 14h a 16h por dia”, completa.

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