A Secretaria Municipal de Saúde irá instituir um novo fluxo para coleta e análise de material biológico de pacientes, como urina e sangue, com o objetivo de agilizar resultados de exames nas quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade e no Pronto-Socorro Central (PSC). Para tanto, um projeto-piloto começou a ser implantado na UPA Ipiranga, que realiza o menor número de atendimentos.
A intenção é de que o laboratório com o qual a prefeitura tem contrato vigente faça a coleta dos materiais biológicos a cada 30 minutos nas unidades e entregue o resultado em até uma hora e meia, evitando, assim, que os pacientes precisem retornar ao local no dia seguinte para receber um diagnóstico.
O JC solicitou à entrevista com um porta-voz para que a população usuária destes serviços pudesse conhecer detalhes da medida, mas a pasta optou por enviar breve nota. Nela, afirma que equipes técnicas, em parceria com o laboratório cujo contrato está vigente, realizam estudos para a melhoria dos fluxos de coletas de exames realizadas nas unidades de emergência, com o objetivo de otimizar tempo de resposta e oferecer melhor qualidade no serviço prestado.
"Dessa forma, o paciente não precisa retornar à unidade para verificar resultados dos exames. A pasta comunica ainda que o novo fluxo de coleta de exames está sendo implantado gradativamente nas unidades", resumiu. Na sessão ordinária da Câmara Municipal do último dia 5, no entanto, o vereador Markinho Souza revelou que a mudança está sendo implantada na UPA Ipiranga e estendida à UPA Geisel/Redentor.
"Eu fui até a prefeita e disse que não fazia sentido o paciente precisar retornar à UPA no dia seguinte para ter um resultado de exame. Depois de uma de uma longa conversa, inclusive com o Jurídico, essa adequação começa a se tornar realidade, primeiro na UPA Ipiranga, e o modelo que for estruturado será replicado nas outras unidades", frisa.
'MAIS ECONÔMICO'
De acordo com o parlamentar, além de coletar material biológico a cada 30 minutos e entregar os resultados dos exames no intervalo de uma hora a uma hora e meia, o laboratório contratado pela Saúde irá disponibilizar um televisor para cada UPA e o PSC. "Dois funcionários da própria empresa ficarão acompanhando, na tela, a chegada dos resultados dos exames, já os retiram e os levam para o médico", frisa.
Conforme o JC já noticiou, a atual gestão não tem a intenção de construir laboratórios próprios em todas as unidades de urgência e emergência do município. Segundo Markinho, o novo protocolo criado foi a forma mais econômica de reduzir o tempo de espera pelos exames realizados.
"Muitas vezes, dependendo dos sintomas, o médico solicita exames e manda o paciente tomar soro com um analgésico e lá este paciente fica por mais ou menos uma hora. Depois, ele ia embora para casa, voltava no dia seguinte e entrava em uma nova fila de atendimento para ter acesso aos exames. Ocorre que entre 17% e 20% das pessoas não retornam, porque tomam o medicamento com o soro e a dor passa. Mas elas continuam sem diagnóstico, com risco de terem doenças que, sem o tratamento adequado, podem se agravar", destaca.
O parlamentar acrescenta que o novo protocolo, além de ser benéfico aos pacientes, também contribuirá para reduzir a demanda de atendimentos realizados pelas equipes de saúde, visto que a maioria dos pacientes não precisará voltar à unidade no dia seguinte. Assim, além de reduzir a sobrecarga dos profissionais, a expectativa é de que os usuários esperem menos tempo para receber assistência médica.