Voltam à baila as considerações acerca de drogas lícitas e ilícitas. Algumas reflexões publiquei no site Chumbo Gordo quando discorri sobre "Vícios e crimes" (https://www.chumbogordo.com.br/440702-vicios-e-crimes-por-adilson-roberto-goncalves/).
Foi interessante o depoimento de Alice S., um nome fictício, sobre a relação entre café e álcool, dado recentemente à Folha de S. Paulo (13/8), em que afirma que alcoólicos não tomam café. Fui informado por um psiquiatra que duas doses de vinho por semana já podem ser consideradas dependência alcoólica. Fiquei em alerta, acreditava ser muito mais. Mas sou aficionado por café, o que contraria, em termos, o depoimento. O problema, talvez, é trocar uma dependência por outra, lembrando que o álcool é porta de entrada para a cocaína e outras drogas mais pesadas. A cafeína do café é da mesma família química que heroína e cocaína. A química cerebral ainda é confusa, portanto.
Mas é o cigarro, com sua nicotina - outro alcaloide -, que ainda incomoda mais. A lei antifumo completou 15 anos no estado de São Paulo e completará 10 anos no âmbito federal. Perguntado sobre as memórias de quando era permitido fumar em locais fechados, lembrei da sensação de sufocamento, irritação pelo cheiro ruim e a certeza de que teria de lavar a roupa depois. Lembro até de quando era permitido fumar em aviões, uma tragédia.
A lei antifumo foi muito bem elaborada e instituída. Está consolidada, o que pode ser visto pela baixa incidência de estabelecimentos que desrespeitam a lei. Quanto aos fumos exalados, o ar ficou mais respirável.
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