Preso desde a semana passada e apontado como o principal suspeito do desaparecimento de Claudia Regina Rocha Lobo – caso que a Polícia já trata como possível homicídio e ocultação de cadáver –, o presidente afastado da Apae Roberto Franceschetti Filho alegou em depoimento à Polícia nesta segunda-feira (19) que é inocente e disse à imprensa que “eu preciso de ajuda”.
A declaração foi proferida no momento em que Franceschetti deixava a delegacia após ser ouvido por pouco mais de uma hora e meia. Além do pedido de ajuda, o presidente afastado também citou “tudo o que fiz pela Apae e por Bauru” – mas sem dar muitos detalhes.
Roberto ainda não havia sido ouvido oficialmente porque seus advogados aguardavam acesso ao inquérito, que foi liberado pelo Fórum na manhã desta segunda. O pedido, por sua vez, fora formalizado na sexta (16).
A expectativa da Polícia Civil é também receber ainda hoje o resultado dos exames periciais, inclusive do confronto balístico para averiguar se a cápsula encontrada no veículo em que Claudia foi vista pela última vez condiz com a arma registrada em nome de Franceschetti.
Nas investigações, o delegado Cledson Luiz do Nascimento triangulou o sinal do celular do presidente afastado da entidade, por meio de uma torre de telefonia, no dia em que Claudia despareceu (6 de agosto).
Com base no trabalho da Deic, a Justiça também autorizou buscas em um sítio de Roberto localizado em Arealva, assim como na residência dele em Bauru e ainda nos gabinetes da própria Apae.