OPINIÃO

Concessões, privatizações e fake news

Por Pedro Valentim |
| Tempo de leitura: 1 min

No Brasil há 100 milhões de brasileiros sem esgoto tratado e 35 milhões sem acesso ao consumo regular de água. Os dados constam da 14ª edição do Ranking do Saneamento, publicado pelo Instituto Trata Brasil.

Esta realidade numérica lamentável é a prova de que o Poder Público é incapaz de resolver sozinho o problema do saneamento básico e precisa da iniciativa privada para tentar resolver uma das principais mazelas sociais de nossa nação.

Mas sempre há setores políticos ideológicos que sentem ojeriza ao ouvir o Poder Público falar em parcerias públicos privadas (PPPs), concessões e, em alguns casos, as privatizações.

No processo de privatização da Sabesp fizeram uma verdadeira guerra política e judicial. E houve intensas panfletagens apontando que as tarifas iriam praticamente dobrar de preços.

Mas o que estamos vendo na realidade é que após o processo de desestatização da Sabesp houve redução de 1% para a tarifa residencial, 10% para a tarifa social e vulnerável, e 0,5% para outras tarifas que incluem comércio e indústria.

Ou seja, acabou não prosperando a panfletagem que dizia que os preços da tarifa da Sabesp privatizada iriam dobrar. O que demonstra que os fake news são praticados por setores da direita e da esquerda também.

Sem generalizações, é claro!

Aqui em Bauru a grita contra a concessão de Esgoto do DAE enveredou pelo mesmo caminho. E teve panfletagens de que as tarifas vão aumentar 90%.

Só esperamos se isto não acontecer os autores venham a público fazer autocritica e dizer que estavam equivocados. Porque os de São Paulo até o momento não deram as caras para se explicarem.

Mesmo porque a desonestidade intelectual é um vício maléfico de personalidade.

PS - E como andarás as investigações das desovas em terrenos baldios dos uniformes da Secretaria Municipal de Educação?

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