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Proteção de dados: você realmente está seguro?


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Sthevo Batista, diretor de operações da SPS Tech
Sthevo Batista, diretor de operações da SPS Tech

A proteção de dados continua sendo um assunto em alta nas organizações. No entanto, mesmo sendo este um tema constantemente abordado, nem todas as empresas o aplicam na prática. De acordo com a pesquisa Compliance on Top 2024, cerca de 72% das equipes de segurança nas companhias não se dedicam exclusivamente à privacidade, além disso, 57% destes times contam com, no máximo, três pessoas.

Os dados apontam para uma realidade preocupante e reforçam a importância desse pilar, considerando a era atual de transformação digital, analisa Sthevo Batista, diretor de operações da SPS Tech.

Já virou rotineiro recebermos notícias sobre ciberataques sofridos pelas companhias. Infelizmente, ações criminosas como essas sempre aconteceram e, agora, com o advento da IA, os ataques passam a ser mais personalizados. Quanto a isso, cabe o alerta: as grandes empresas deixaram de ser o único alvo dessas operações. Hoje, pequenos e médios negócios, independente do segmento, também estão sujeitos a sofrerem esse tipo de crime. Não à toa, essa preocupação latente tem feito com que a organização dos Jogos Olímpicos, que acontece este ano em Paris, precise elevar os cuidados acerca da proteção dos dados.

Afinal, eventos de grandes portes chamam a atenção de hackers, como aconteceu em 2012 na edição de Londres, onde ataques DDoS tiveram como alvo sistemas elétricos durante a cerimônia de abertura; e no Rio de Janeiro, em 2016, que registrou uma ação massiva de 500 Gbps contra sites governamentais e patrocinadores.

Os exemplos acima comprovam aquilo que sempre enfatizamos: a todo instante, estamos suscetíveis a riscos, e a melhor chance de evitá-los é se protegendo. Certamente, com o avanço da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) no Brasil, e a GDPR (General Data Protection Regulation), que rege a Europa, temos uma maior fiscalização acerca da coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais.

Contudo, a legislação, por si só, não conseguirá fazer a diferença no combate a riscos e exposição de dados. Quanto a isso, as empresas possuem um papel fundamental nessa jornada. Isso é, mais do que compreender a importância da proteção de dados, é essencial aplicá-los na prática.

Quando dizemos isso, é comum o seguinte pensamento: basta contratar um serviço. Certamente, esse é um pilar importante, considerando que a empresa lida com dados sensíveis que precisam, constantemente, serem protegidos por meio de ferramentas e sistemas que consigam interceptar possíveis ataques e blindar as operações. No entanto, além deste aspecto, também é preciso cuidar das pessoas.

De nada adianta ter softwares altamente eficazes, se a equipe continua com hábitos que expõem a organização desde o acesso a redes suspeitas na web até o compartilhamento de senhas. Sendo assim, mais do que investir em sistemas, é preciso implementar a cultura da segurança da informação, de modo que os colaboradores sejam agentes que contribuam para maior proteção das informações.

O atual momento de disrupção que estamos vivendo na tecnologia com a era da IA abre as portas para hackers. Porém, isso não é motivo para pânico, visto que esta mesma tecnologia também tem a capacidade de ajudar a blindar as empresas, garantindo o compliance e validação das máquinas a fim de monitorar as operações e localizar movimentações suspeitas, indo desde possíveis ataques até mesmo o risco humano.

São essas ações que permitirão que as organizações tenham um plano B, mediante a eventualidades que possam acontecer. Sem dúvidas, implementar mudanças e fiscalização não é uma tarefa fácil, mas é necessária. Por isso, contratar um parceiro é algo extremamente estratégico, pois a equipe de especialistas, mais do que apoiar, irá guiar a companhia neste processo.

À medida que o mercado e as companhias avançam na digitalização, é fundamental que as organizações revejam o seu plano de proteção de dados e invistam constantemente em melhorias internas e sistêmicas. Afinal, em se tratando de dados e proteção, nenhum cuidado é pouco, e sim necessário.

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