DESPEDIDA

Morre Torrecilha, que por 30 anos escreveu na Tribuna do Leitor

Por Bruno Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo pessoal
Torrecilha viu Bauru crescer entre o campo e a cidade
Torrecilha viu Bauru crescer entre o campo e a cidade

Aos 91 anos, morreu Francisco Antonetti Torrecilha, que por três décadas foi um assíduo colaborador da Tribuna do Leitor do Jornal da Cidade. Por meio de seus textos, fazia apontamentos sobre política, pedia soluções para problemas da cidade, contava histórias e comentava o cotidiano do município, que viu crescer durante sua trajetória longeva.

Entre o campo e a cidade, exerceu atividades que, atualmente, foram substituídas pelas máquinas. “Ele adorava dar pitacos sobre política, relembrar histórias. Fará muita falta para todos nós”, comenta o filho André Luiz Vieira Antonetti.

Além dele, Francisco, que há 4 anos era viúvo de Maria Antônia Vieira Antonetti, também deixou a filha Marilene Vieira Antonetti Brocco, os netos Augusta, Ellen, Emily e Gabriel, além da nora Angela e do genro Antônio. O sepultamento aconteceu no Cemitério da Saudade, em Bauru. Ele morreu em 13 de junho por conta de uma insuficiência renal.

Francisco Antonetti Torrecilha era filho imigrantes, descendente de mãe espanhola e de pai italiano, que se conheceram no Brasil após a imigração europeia no início do século 20 para trabalhar nas lavouras. Uma delas era a fazenda Val de Palmas, em Bauru, uma das maiores do plantio de café naquela época, onde Francisco nasceu. Ele e seus outros seis irmãos começaram a trabalhar na infância para ajudar os pais no plantio e na colheita.

Já na juventude, passou a trabalhar na área de combustíveis, fazendo parte da equipe que ergueu os primeiros tanques de armazenamento de combustíveis na Base de Bauru, situada na quadra 29 da avenida Rodrigues Alves. Na companhia, ainda de acordo com o filho André, por alguns anos, tinha como incumbência jogar baldes de água para evitar que faíscas geradas nos trilhos de trem provocassem explosões na Base de Bauru. “Em nosso imaginário, parecia cenas do faroeste”, brinca o filho André.

Depois Torrecilha trabalhou nos ramos de fertilizantes, produção de óleo de amendoim e letreiros, até se aposentar. Na terceira idade, se ocupava muito em ler e escrever.

Torrecilha (camisa branca) reunido com a família em Bauru
Torrecilha (camisa branca) reunido com a família em Bauru
Torrecilha na companhia Ipiranga
Torrecilha na companhia Ipiranga
Torrecilha na companhia Ipiranga
Torrecilha na companhia Ipiranga
Torrecilha em foto recente
Torrecilha em foto recente
Em outra foto, Torrecilha com os tanques de combustíveis
Em outra foto, Torrecilha com os tanques de combustíveis

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