LENÇÓIS PAULISTA

Ex-estudante é investigada por atender ilegalmente como dentista

Por Lilian Grasiela | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Prefeitura de Lençóis Paulista
Caso será investigado pela Polícia Civil de Lençóis Paulista
Caso será investigado pela Polícia Civil de Lençóis Paulista

Lençóis Paulista - A Polícia Civil irá investigar uma ex-estudante de 22 anos suspeita de usar registro profissional de dentista de Bauru para atender ilegalmente clientes em uma clínica odontológica em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru). Na manhã desta terça-feira (25), policiais civis e equipes do Conselho Regional de Odontologia (CRO) e Vigilância Sanitária estiveram no estabelecimento. O caso foi registrado como exercício ilegal da arte dentária.

De acordo com o registro policial, as diligências foram realizadas a partir de denúncia feita por dentista de Bauru no início deste mês. Ela procurou a Central de Polícia Judiciária (CPJ) da cidade e relatou que havia recebido a informação de que outra pessoa estaria usando seu número de registro profissional. Na ocasião, boletim de ocorrência (BO) de falsificação de documento particular e uso de documento falso foi registrado.

Após investigações, a Polícia Civil descobriu que a suspeita de utilizar indevidamente o registro da dentista de Bauru trabalhava em uma clínica em Lençóis Paulista. Nesta terça, policiais civis foram até o local e ela se apresentou como dentista, mostrando-se surpresa com a denúncia. Segundo o registro policial, a mulher alegou que havia esquecido seu carimbo em casa, mas declarou que toda sua documentação era regular.

Nos arquivos da clínica, a equipe policial não encontrou qualquer documento relativo à suposta profissional, somente recibos de pagamentos. Ao entrar em contato com o CRO, o gerente do local foi informado de que ela não tinha inscrição no órgão e que pedido de registro dela estava arquivado por falta de documentação. A mulher foi levada à delegacia, onde a polícia descobriu que ela não havia concluído curso de odontologia.

Ela acabou admitindo em depoimento que exercia indevidamente a profissão há cerca de quatro meses e que não havia apresentado nenhum documento para a sua contratante e nem assinado qualquer tipo de contrato de prestação de serviço. Os recibos de pagamento no nome dela foram apreendidos e um boletim de ocorrência foi registrado para que os fatos sejam melhor apurados no decorrer do inquérito policial.

Comentários

Comentários