R$ 19,6 BILHÕES

Bauru tem aumento de 6,5% no potencial de consumo em 2024

Por Tisa Moraes | da Redação
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Divulgação
Marcos Pazzini, responsável pelo IPC Maps
Marcos Pazzini, responsável pelo IPC Maps

Ao longo deste ano, as famílias bauruenses deverão desembolsar cerca de R$ 19,666 bilhões com os mais diversos itens de bens de consumo, o que corresponde a uma alta de 6,47% em relação a 2023. O índice acompanha uma previsão já identificada em âmbitos estadual e nacional, com aumento, respectivamente, de 6,33% e 6,38%.

O incremento é nominal, ou seja, não desconta a inflação esperada para o período, de 3,88%, até o momento. Caso a previsão seja confirmada, será o avanço mais modesto desde o começo da pandemia de Covid-19, em 2020, quando o consumo das famílias sofreu redução de 6,38%.

A projeção é da Pesquisa IPC Maps 2024, elaborada pela empresa especializada em informações de mercado IPC Marketing, que atua com pesquisas há 30 anos e traça, anualmente, o mapa da capacidade de consumo dos municípios brasileiros, com base no cruzamento de dados oficiais.

Segundo Marcos Pazzini, sócio da IPC Marketing e responsável pelo estudo, o incremento obtido por Bauru é baixo na comparação ao verificado em 2023 (alta de 14,5%) e em 2022 (38,2%) mas, ainda assim, mostra que o município, bem como o País, vem se recuperando no cenário pós-pandêmico. "Até 2019, nossa economia crescia a passos bem lentos. Em 2020, veio a Covid-19 e derrubou brutalmente a economia mundial como um todo e, depois disso, o Brasil felizmente conseguiu se levantar e passou a apresentar índices maiores de crescimento", avalia.

Com um volume maior de dinheiro em circulação, também aumenta a quantidade de novas empresas na cidade. O levantamento aponta um acréscimo de 9,83% em 12 meses, o que corresponde a 5.834 estabelecimentos abertos no período, totalizando 65.179 pontos, com destaque para o setor de serviços. Ele responde por mais da metade deste montante: 39.394 empresas.

INTERIORIZAÇÃO

A pesquisa reforça, ainda, a tendência de queda na participação das 27 capitais no mercado consumidor (de 27,95% para 27,80%), como já vinha ocorrendo nos últimos anos. Em baixa, também, estão as regiões metropolitanas, que passam a responder por 45,06% do potencial de consumo, enquanto o Interior aumenta sua presença para 54,94% no cenário brasileiro.

Pazzini lembra que, de 2023 para 2024, a quantidade de empresas cresceu 9,2% no Interior e 7% nas capitais e regiões metropolitanas, ante 8,1% da média nacional. "Esse cenário pode ser explicado pela escalada do home office, pois, mesmo que a empresa funcione em grandes centros, ela não necessita mais de grandes áreas de escritórios e essa modalidade de trabalho passou a ser mais frequente após a pandemia", completa.

HÁBITOS

Quanto aos hábitos de consumo, assim como nos últimos anos, a habitação, que incorpora gastos com aluguel, energia elétrica, água, gás, telefone, Internet, TV a cabo e pequenos reparos domésticos, deve ser o que mais irá comprometer a renda das famílias bauruenses em 2024. A expectativa é de que o montante chegue a R$ 5,324 bilhões.

Na sequência, aparecem gastos com veículo próprio, que incluem custos com aquisição, manutenção e combustível (R$ 2,218 bilhões), resultado do aumento de pessoas que compraram carros para transportar passageiros por aplicativo ou motos para trabalhar com delivery. Não por acaso, esta despesa permanece na segunda posição desde 2020, ano de início da pandemia. Já em terceiro lugar, figura a alimentação no domicílio (R$ 1,564 bilhão).

A pesquisa mostra, ainda, que a classe B segue liderando o panorama econômico de Bauru, representando cerca de R$ 9,164 bilhões do potencial de gastos. Ainda que abranjam apenas 29,7% dos domicílios, assumem 46,9% de tudo que será desembolsado pelas famílias. Presente em mais da metade das residências (52%), a classe C totaliza R$ 5,973 bilhões, ou 30,5% dos recursos despendidos. O grupo D/E, por sua vez, ocupa 13,9% das moradias e consumirá R$ 757,3 milhões (3,9%). Embora em menor quantidade (apenas 4,3% dos domicílios), a classe A deverá movimentar R$ 3,661 bilhões (18,7%).

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