É possível educar a mente para ter uma vida saudável e plena. O ensinamento é de médicos como o psiquiatra infantojuvenil Cristian Plebst, empenhado em falar sobre o potencial humano ilimitado. O segredo está em reduzir o volume das ideias adoecedoras - que são predominantes - e aumentar o dos pensamentos positivos que levam à tranquilidade e ao equilíbrio, segundo reportagem do jornal argentino La Nación.
A atitude mental positiva não vem da genética, e sim da prática. Lorena Llobenes, neurologista, professora, instrutora de mindfulness e apaixonada por unir ciência e espiritualidade, já explicava isso há vários anos.
Estudos avançados das neurociências fornecem provas claras dos benefícios que podem ser obtidos se, por meio de práticas como a meditação, a pessoa abandonar a mente inconsciente, repetitiva e negativa que costuma se ativar automaticamente.
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Além disso, é preciso redirecionar a atenção para o aqui e agora, a fim de focar nos aspectos da experiência que nos gratificam - como o contentamento, a gratidão ou a gentileza. "Isso é neuroplasticidade", repete a médica em suas palestras.
O termo é definido como a capacidade do cérebro de alterar sua própria experiência e fluxos de pensamentos e abrir um novo sulco neuronal, melhorando saúde mental e física do ser humano.
De acordo com um estudo sobre gratidão e bem-estar realizado na década de 2000 pelos psicólogos Robert A. Emmons e Michael McCullough e outro feito em 2010 por Charles S. Carver, Michael Scheier e Suzanne C. Segerstrom sobre os efeitos do otimismo na saúde mental, ao desenvolver essa rede de pensamentos, reduzimos a probabilidade de contrair doenças cardiovasculares, diminuímos ansiedade e depressão e fortalecemos o sistema imunológico.
Claro que isso não é ciência exata e requer disciplina. Reprogramar essa mente cheia de crenças limitantes e ativar novos circuitos neurais que nos levem à alegria não ocorre da noite para o dia.
Sem julgamentos tóxicos
A premissa para os estudiosos seria a seguinte: por meio de práticas silenciosas, devemos nos desligar de julgamentos tóxicos e intencionalmente trazer o foco para o presente, estabelecendo crenças positivas em nosso cérebro. Isso ativará o sistema nervoso parassimpático da calma, liberando oxitocina e dopamina, os hormônios da felicidade.
"Se em um ano de inflação alta eu não estiver ganhando o suficiente para manter meu padrão de vida habitual, terei que me adaptar à realidade e reduzir minhas despesas. O convite é para não reclamar ou me vitimizar. E para estabelecer outras possibilidades que levem ao compromisso e à mudança", diz Sol Millán, doutora em psicologia social.
No entanto, fique alerta. Atitude mental positiva não é viver numa ilusão. "Ser positivo sem acompanhar com ações é inútil", avisa a especialista.
Luciano Porzio, fundador e diretor geral de uma escola que oferece cursos para transformação pessoal e empresarial, prefere falar de atitude protagonista, ao se referir ao imenso potencial que temos de aceitar nossas circunstâncias e convertê-las em crescimento: "Não acredito na atitude positiva extrema que força a mente a ver tudo com um sorriso falso, negando ou bloqueando emoções mal compreendidas como tristeza, medo ou raiva."
Neurologistas, biólogos, médicos e mestres espirituais podem hoje demonstrar cientificamente que, se o cérebro se concentra no positivo e direciona sua energia para seu objetivo, finalmente o materializa, porque atrai tudo em que concentra sua atenção. A física quântica diz isso em outras palavras: somos seres eletromagnéticos.
Por isso, especialistas nessa área como o renomado Joe Dispenza, doutor em quiropraxia, enfatizam a prática de visualizar o que queremos concretizar, sentindo que isso já está acontecendo hoje, neste exato momento.
É possível listar dez ações que promovem a atitude positiva: começar o dia com gratidão; praticar meditação diária com atenção plena; buscar críticas construtivas; celebrar o sucesso dos outros; anotar suas próprias conquistas e se parabenizar; praticar atividade física para secretar endorfina e dopamina; cercar-se de pessoas "vitamina", ou seja, que te impulsionem e estimulem; evitar se expor constantemente a informação negativas; proibir ideias de desvalorização; e praticar o perdão.