Um adolescente de 16 anos pediu socorro para a avó materna e uma prima após ser agredido pela madrasta e pelo pai, nesta quinta-feira (30), feriado de Corpus Christi, depois de quebrar dois ovos e pegar mais dois, quando tentava fritá-los para o almoço. O fato teria gerado a fúria da madrasta que, segundo o adolescente, passou a agredi-lo com unhadas pelo corpo e ainda desferiu uma panelada em sua cabeça.
Já o pai, que testemunhou o fato, ao invés de intervir, também teria batido no jovem, conforme sua denúncia. O caso foi parar na delegacia, com registro de boletim de ocorrência (BO), medida que também será adotada pela mulher, segundo quem a versão do enteado não procede.
De acordo com um primo do adolescente, o menino perdeu a mãe há 3 anos, vítima de parada cardíaca. Desde então, passou a residir com o pai, que é pastor, e a madrasta, no Parque Bauru.
Ainda segundo ele, o adolescente não foi morar com a avó supostamente porque ela teria outra religião. Já a madrasta informa que o jovem já morou com ela, mas, posteriormente, ele próprio pediu para morar com o pai. Nesta sexta-feira (31), a avó e o neto procuraram um conselheiro tutelar de plantão em Bauru e, à tarde, passarão pelo Instituto Médico Legal (IML) e pedirão medida protetiva na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
À reportagem, a madrasta afirmou que o adolescente é bem tratado, fica fora de casa o dia todo e que houve, sim, um desentendimento nesta quinta, porque ele queimou os ovos e quase incendiou a cozinha.
Disse ainda ter oferecido yakisoba ao enteado, que não aceitou e decidiu fritar ovos, quando não havia ninguém na residência. Quando ela chegou no imóvel com o companheiro e viu o estado da cozinha, pediu ao marido que falasse com o filho. Houve, então, um desentendimento entre eles e, em um momento de descontrole, ela desferiu um tapa no rosto do enteado.
Afirmou, porém, ter se arrependido do ato, assim como garante não tê-lo arranhado, algo que ele próprio teria feito trancado no banheiro. Acrescentou ainda passar por período de depressão por conta da morte da mãe. A Polícia Civil vai apurar o caso.