EM BAURU

Câmara volta a discutir CEI do caso hacker após busca e apreensão

Por André Fleury Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Câmara de Bauru
Câmara de Bauru

A Câmara de Bauru volta a discutir nesta segunda-feira (20) a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar a contratação de um hacker para monitorar desafetos do governo municipal.

O caso foi revelado no ano passado e envolve o cunhado da prefeita Suéllen Rosim (PSD), Walmir Henrique Vitorelli, que teria negociado valores com Patrick César da Silva Brito - posteriormente preso na Sérvia pela Interpol - para invadir dispositivos da vereadora Estela Almagro (PT) e do jornalista Nélson 'Itaberá'.

Um outro pedido de CEI sobre este mesmo tema já chegou a ser solicitado pela oposição, mas acabou retirado depois de uma manobra da base governista para formar maioria no colegiado.

A CEI, porém, volta a ganhar força após a notícia de uma busca e apreensão envolvendo integrantes do círculo íntimo de Walmir Vitorelli.

Como noticiou o JC, o escrivão Felipe Garcia Pimenta, meio-irmão do cunhado da prefeita Suéllen, foi alvo de busca e apreensão no mês passado, na sala onde trabalha na Delegacia de Polícia de Araçatuba, e teve de entregar seu celular e seu computador às autoridades.

A medida veio no âmbito do inquérito instaurado pela Corregedoria Auxiliar da corporação que apura eventual violação de sigilo funcional de Pimenta na participação no episódio envolvendo a invasão de dispositivos das vítimas do caso hacker.

Fora isso, há também o relatório da Comissão Temporária da Câmara - criada no ano passado para investigar o episódio e já finalizada - segundo o qual há elementos que relacionam a prefeita Suéllen Rosim ao caso.

Até o momento, a mandatária negou envolvimento no caso, diz que não conhece o hacker e que tomaria 'medidas judiciais cabíveis'. O relatório da Câmara está sob sigilo.

O JC apurou que o relatório revela documentos inéditos, entre os quais conversas do hacker Patrick com um policial civil de Araçatuba contando, ainda em 2021, sobre sua contratação para realizar serviços ilícitos em Bauru.

Na conversa, travada entre Patrick e um policial chamado Edison, o hacker diz que a indicação de Pimenta [para os serviços em Bauru] é boa porque ele já havia recebido R$ 1 mil sobre dois serviços. O relatório sugere que os dois serviços foram as invasões aos dispositivos de Estela e Nelson.

Nessa mesma conversa, Patrick diz que Suéllen é honesta porque não retira recursos da prefeitura para pagá-lo - o que sinaliza a origem do dinheiro repassado a Patrick supostamente através de Walmir.

A conversa ocorreu em setembro de 2021, poucos dias após o pagamento do R$ 1 mil - Patrick afirmou desde o início que o repasse teria sido feito em agosto.

Comentários

1 Comentários

  • LUIS ROBERTO ROMERO 20/05/2024
    Vamos desmascarar toda essa quadrilha, sem excessão. Porque o cunhado ia cutucar se não fosse a mando de alguém interessado?