Entre os nomes que governaram a Argentina nestas últimas décadas e arruinaram o País, Javier Milei parece ter sido o único que entendeu que sem um radical e doloroso programa de ajustes e reformas não haveria solução. E, ao dialogar melhor com o Congresso, do seu projeto inicial "Lei dos ônibus", com 664 artigos, aceitou redução para 232 artigos, agora chamado "Lei Bases", e conseguiu na Câmara aprovar 95% deles ou 220 artigos.
Que das 40 privatizações que pretendia fazer, 11 foram autorizadas. Assim também reestruturar órgãos governamentais e liberdade para flexibilizar leis trabalhistas. E outros avanços importantes na área fiscal.
Do choque inicial de preços, a inflação já dá mostras de arrefecimento, assim também os juros estão caindo.
Com o super-arrocho nas finanças, até um pequeno superávit primário conseguiu apresentar. Porém, o caminho é longo para reorganizar a economia da Argentina.
Oxalá, Milei também aprove seu programa no Senado e, com sua ousadia, um bom economista ao seu lado, como o ministro Luis Andrés Caputo, consiga essa literal façanha. Que além recuperar a autoestima do povo argentino, hoje com quase 50% da população pobre, e como histórico parceiro comercial, também é importante para o Brasil...
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