O feriado de 1 de Maio traz uma notícia nada positiva para o trabalhador bauruense. Ao contrário do que se verificou no cenário nacional e estadual, o município registrou queda no número de vagas de trabalho com carteira assinada criadas no primeiro trimestre de 2024, na comparação com o mesmo período do ano passado.
A desaceleração é evidenciada pelos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência nesta terça-feira (30). Segundo o levantamento, foram 2.503 novos postos de trabalho formal registrados de janeiro a março, volume 24,7% menor que os 3.121 acumulados nos três primeiros meses de 2023.
Já em âmbito nacional, 719.033 empregos com carteira assinada foram criados no trimestre, alta de 33,9% ante ao período anterior, quando foram geradas 536.869 vagas. No Estado, o salto foi de 139.347 para 213.503 postos de trabalho, o que corresponde a um aumento de 53,2%.
Em Bauru, o setor de serviços, depois de enfrentar um 2023 difícil quanto ao nível de emprego, voltou a ser o principal responsável pela criação de vagas. No primeiro trimestre de 2024, foram 2.107 postos, 84% do saldo total. Na sequência, figuram a indústria, com 406 vagas; a construção civil, com 148; agropecuária com perda de 11; e comércio, que extinguiu 149 vagas formais.
FUNÇÕES
Entre as funções que mais contribuíram para o nível de emprego em Bauru, estão escriturários contábeis e de finanças, técnicos administrativos de nível médio, professores, cuidadores de idosos e trabalhadores em serviços outros diversos, inclusive na de manutenção de edificações, funcionários da construção civil, montadores de estruturas metálicas e abastecedores de maquinários em linhas de produção, entre outros.
Do saldo de 2.503 vagas, 1.429 foram ocupadas por mulheres e 1.074 por homens, sendo que 1.312 eram trabalhadores com até 24 anos e 1.631, com ensino médio completo. O Caged também revela que 177 eram aprendizes e 65, trabalhadores temporários.
Até março, Bauru acumulava um estoque de 139.153 empregados com carteira assinada. O número equivale a pouco mais da metade dos habitantes entre 15 e 64 anos, faixa etária que responde pela fatia mais expressiva da população economicamente ativa da cidade.