CULTURA

Jornalista lança livro-experiência em prosa poética

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Divulgação

'Tatear curvas úmidas (e secar ao sol)', livro em autoficção poética (Editora 3 Serpentes, 2024) de autoria da jornalista e escritora Elaine de Souza, tem lançamento marcado para dia 16 de maio, a partir das 19h (rua Treze de Maio, 17-8) com sarau, varal de fotos que inspiraram as criações textuais e exposição de ilustrações digitais, do design Daniel Tancler, e de esculturas em madeira, assinadas pelo escultor Leandro Prado.

"Um bicho, um homem, um corte e algumas mortes ecoam e movimentam este livro-experiência que convoca encontros, invoca vozes e provoca leitores atentos a emergirem à superfície para uma dança às cegas, num palco em que a vida é a própria escrita à deriva, ora em águas calmas ora em terrenos hostis, numa linguagem porosa que tateia a superfície, a sensualidade e a quebra de expectativas. Quem se arrisca a tatear essas curvas úmidas conquista chaves para uma autoficção poética sem pontos finais".

É com esta sinopse que a autora apresenta sua primeira obra solo em prosa poética. Com 69 páginas, o livro convoca o leitor a tatear a vida como a própria escrita, transitando entre a prosa e a poesia e voltando de uma para a outra sempre que necessário.

"Todo o movimento do livro é uma metáfora da nossa vida e das nossas escolhas. A minha, a sua, a de tantas mulheres e homens que podem viver anestesiados, autofocados, no piloto automático. E é também uma convocação para sairmos desse estado, olharmos para além de nossos quintais e para o que nos causa estranheza e nos permitir passar por uma máquina de quebrar pedras", destaca a autora.

O leitor não vai achar um único tema nem uma única forma, acrescenta o editor Rodolfo Minari. "E poderá se perder se estiver em busca de uma obra linear. Mas se desejar se arriscar encontrará um mapa de navegação com camadas de corpos em transformação, mortes, encontros e desencontros com um eu-lírico e com as tantas pessoas e vozes que desfilam entre o céu e a terra de Tatear curvas úmidas e secar ao sol", comenta.

Esse é o primeiro livro solo de Elaine de Souza, jornalista paulistana, graduada em Comunicação Social e pós-graduada em Linguagem, Cultura e Mídia pela Unesp, que há 25 anos faz assessoria de imprensa de hospitais estaduais localizados em Bauru. Sua aposta na escrita literária começou em 2018, quando integrou a antologia Tempo Insólito (editora Scortecci). Em 2020 foi selecionada para participar de mais duas antologias: O vazio não está nem quando é silêncio, com o texto Um dia ectópico (Editora Mireveja) e Quarentena - Memórias de um país confinado - Brasil, com o texto O milagre do pão (Editora Chiado Books). Mas, segundo ela, o encontro com a voz autoral surgiu mesmo após 180 horas de cursos de escrita criativa ministrados por Geruza Zelnys, professora e criadora dos métodos Escrita Curativa, Poética da serpente e Esquisoestórias. "O encontro mais marcante que tive nesses processos foi com a poesia. É onde me sinto mais livre e próxima de quem sou", diz.

COMUNIDADE

Ao final de 2022, Elaine assinou uma coluna chamada LuziAr no então portal Bauru Literatura. Quando o portal saiu de veiculação a autora continuou escrevendo textos e produzindo vídeos e áudios de leituras com poemas autorais. "O LuziAr foi uma virada de chave. Um movimento que me colocou numa escrita sem amarras e me permitiu o encontro com outras escritoras", conta. "E, hoje, é uma comunidade ainda pequena de pessoas que desejam escrever, trocar estímulos literários e artísticos em geral. Nossos encontros têm sido on-line e o primeiro presencial será agora em maio, num sarau para lançar meu livro".

SERVIÇO:

Local: Unik Café e Cozinha, Rua Treze de Maio, 17-8. Informações: 14 99144-3573.

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