Não dá para negar que entre membros da cúpula petista o ministro Fernando Haddad é o único preocupado com a meta fiscal, se possível zero. Mas, depois que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendeu pela restauração da desoneração da folha de pagamento dos municípios, que vai reduzir a arrecadação de impostos, um Haddad decepcionado volta a dizer que a responsabilidade no cumprimento das metas fiscais depende de um pacto entre os poderes.
Correto!
Porém, deveria primeiro convencer o Lula a ser austero, dialogar com o Congresso, para que neste sonhado pacto sejam reduzidas radicalmente boa parte dos estarrecedores R$ 53 bilhões de emendas parlamentares.
E urgente também seja aprovada a reforma administrativa, que infelizmente Lula reluta em apoiar. Já que, entre outros benefícios, somente com o fim dos penduricalhos bilhões de reais seriam economizados.
Porém, e infelizmente, o que estamos vendo é que o governo deseja o equilíbrio fiscal via aumento de impostos.
Ou seja, pelo pior dos caminhos...
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