Jaú - Em meio ao expressivo aumento no número de casos de dengue em todo o Brasil, o Hospital Amaral Carvalho (HAC) de Jaú (47 quilômetros de Bauru) ressalta alguns cuidados que o paciente em tratamento contra o câncer deve tomar para prevenir a doença e faz um alerta em relação à vacinação e ao uso de repelentes.
A médica Priscila Paulin, infectologista do hospital, explica que a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, se intensifica com as altas temperaturas e chuvas típicas do verão e destaca a importância de ações preventivas, como a eliminação de recipientes que possam acumular água.
"Para aqueles que apresentam sintomas de dengue, é recomendado repouso, hidratação adequada e evitar a automedicação. Pacientes com câncer, devido à imunossupressão causada pelo tratamento e pela própria doença, estão ainda mais vulneráveis e devem seguir orientações médicas específicas", declara.
Em relação à vacina contra a doença, que já é disponibilizada pelo SUS para crianças em algumas regiões e também é oferecida por algumas clínicas particulares para todos os públicos, a especialista conta que a recomendação é de que o paciente oncohematológico consulte seu médico antes de se imunizar.
"Essa vacina pode ser contraindicada para pacientes oncohematológicos, sendo essencial consultar um médico antes de sua aplicação. Uma estratégia adicional de prevenção é vacinar os familiares de pacientes imunossuprimidos, desde que não haja contraindicações, contribuindo assim para reduzir o risco de transmissão do vírus a indivíduos com câncer", orienta.
A infectologista explica que pacientes em tratamento contra o câncer também devem ter cuidado especial com o uso de repelentes, evitando áreas sensíveis e procurando orientação médica em caso de reações adversas. "Além disso, recomenda-se o uso de mosquiteiros em berços e camas infantis, bem como evitar exposição nos horários de maior risco para picadas de mosquito (das 7h às 10h e entre as 15h e 19h), diz.
"Outra medida preventiva importante é buscar orientação médica ao apresentar sintomas como dor no corpo, nas articulações, dor de cabeça, febre (mesmo que seja baixa, lembrando que pacientes com imunidade comprometida podem não desenvolver febre alta), náuseas e diarreia".