Por mais um ano, o bloco Agora ou Nunca uniu folia com solidariedade e, na última quinta-feira (29), entregou, no espaço Café com Política do JC, um cheque de R$ 104 mil a 13 entidades assistenciais de Bauru, incluindo o Fundo Social de Solidariedade da prefeitura. Segundo os organizadores, o valor arrecadado durante a 10.ª edição da celebração carnavalesca foi recorde, bem como o número de instituições que receberam as doações.
Todo o lucro auferido com a venda dos abadás foi dividido igualmente entre as contempladas. Conforme o JC noticiou, o bloco percorreu as ruas da Zona Sul da cidade, com saída em frente ao B.B. Batatas e trajeto até a Praça Portugal, em 3 de fevereiro deste ano.
"Começamos o Agora ou Nunca em 2013, quando arrecadamos R$ 6 mil. De lá para cá, com o apoio dos patrocinadores e foliões, esta ação beneficente só foi crescendo. E, em 2024, conseguimos R$ 40 mil a mais em relação ao ano passado. Procuramos sempre modificar a lista de entidades atendidas, com o cuidado de nos certificarmos de que todas fazem um trabalho sério. É emocionante poder ajudá-las", comemora Roger Barude, que organiza o bloco ao lado de Mano Alvarez, Paulo Laranjeira, Rodrigo Coube e Vinicius Brisola.
Nesta edição, foram beneficiados, além do Fundo Social de Solidariedade, o Abrace Periferia Legal, Amigos da Rua, Associação Bauruense de Apoio e Assistência ao Renal Crônico (Abrec), Creche Anjinhos de Maria, Creche Rodrigues de Abreu, Creche São Paulo, Creche Sementinhas, Fundação Amigos de João Bidu, OSC Portas Abertas, Sociedade São Vicente de Paula, Voluntários em Ação e Wise Madness.
Presidente da Abrec, Eliana Misokami conta que o recurso reforçará o caixa da entidade para aquisição de cestas básicas e vales-transportes, que são doados mensalmente a pacientes renais crônicos. Atualmente, a entidade atende 420 pessoas.
"Como trata-se de uma doença que não é aparente, elas têm dificuldade em conseguir benefício, como o BPC. Até lá, prestamos essa assistência, porque precisam se locomover dentro da cidade para ir a consultas médicas, fazer hemodiálise, diálise. Às vezes, também precisam de gás de cozinha, um medicamento que não encontra nas farmácias públicas. Quem estiver precisando, a gente atende", descreve.
Maria Cecilia Gomes Dionisio, presidente da OSC Portas Abertas, conta que o dinheiro doado pelo bloco irá reforçar as atividades da instituição, que atende crianças de 3 a 6 anos e gestantes, além de adultos e idosos em condição de vulnerabilidade social. A entidade também entrega, todas as sextas-feiras, alimento a pessoas em situação de rua.
"Atuamos em duas unidades, uma na Vila Falcão, próximo à comunidade São Manoel, e outra no Jardim Prudência. Temos capoeira, judô, hip hop, oficinas e, por meio de voluntários, atendimento psicológico e de assistência social e tratamento dentário. Também distribuímos 105 cestas básicas por mês, sem nenhum aporte financeiro do poder público. Então, sobrevivemos de ações beneficentes como essa, além de fazermos venda de almoços, jantares, entre outras iniciativas", completa.