EDUCAÇÃO

Aulas atrasam na Emef Dirce Boemer, que sofre com infiltrações de água da chuva

Por Bruno de Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Notebook molhado por conta da chuva de quarta-feira
Notebook molhado por conta da chuva de quarta-feira

A forte chuva registrada em Bauru na tarde desta quarta-feira (21) demonstrou a fragilidade do prédio onde funciona a Emef Dirce Boemer Guedes de Azevedo, no Santa Luzia. Como o forro de madeira não aguentou o volume de água, várias salas de aula, além de refeitório e secretaria, ficaram molhadas. O transtorno atrasou o início das aulas na manhã desta quinta (22), uma vez que várias crianças conduzidas à unidade via transporte escolar ficaram retidas no veículo por recomendação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais Bauru Região (Sinserm). 

A orientação foi considerada como ‘absurda’ pelo secretário municipal de Educação, Nilson Ghirardello. “Seria irresponsável mandar as crianças de volta para casa. Não há laudo de interdição que impeça a escola de funcionar. Essa chuva foi bastante expressiva e causou danos em várias escolas”, afirmou ao vivo durante o programa Cidade 360, uma parceria entre a rádio 96FM, o Jornal da Cidade e JCNET.

Também presente à escola, o advogado do Sinserm, José Francisco Martins, rebateu o secretário. “Existe, sim, laudo de insalubridade desta escola emitido pela Vigilância Sanitária e que sugere suspensão das aulas neste local, além de uma ação popular feita pela vereadora Estela Almagro (PT)”, disse o representante da entidade de classe.

Professora universitária, uma mãe de aluno que esteve no local para levar sua filha, criticou a situação. Ao vivo, ela disse estar incomodada pelo fato de o titular da secretaria não ser um educador ou uma educadora, mas sim um arquiteto e urbanista, formação do titular da pasta, que chegou à sequência com uma equipe de manutenção. A mãe também reclamou que a escola é imprópria, além de muito distante dos bairros onde as crianças residem. “Nunca fomos favoráveis à transferência para este prédio”.

No local, nesta quarta, houve correria para tapar móveis, espalhar baldes pela escola e salvar documentos, apesar de parte deles terem sido perdidos. Um notebook também ficou molhado. Segundo a própria direção da escola, a situação tem que ser resolvida rapidamente. Cerca de 380 alunos estão matriculados, divididos entre manhã e tarde. Hoje pela manhã, três veículos da Brambilla ficaram no local aguardando um desfecho.

De acordo com a empresa, eles não podiam voltar para a garagem ou para os pontos de embarque com os pequenos. Depois do imbróglio, os alunos foram recebidos com o lanche da manhã e as aulas foram retomadas por supervisoras da secretaria, informa a assessoria de imprensa da prefeitura.

De acordo com o órgão, a escola já está recebendo os trabalhos de manta asfáltica no telhado, sendo que a empresa se encontra trabalhando no local. "Durante grande parte da manhã, toda a equipe de servidores da unidade escolar manteve-se nas instalações da unidade, acompanhados pelo sindicato, sem realizar suas atividades. A Prefeitura vai tomar todas as medidas necessárias diante da atitude de impedir que os alunos tivessem aulas", informa a nota.

HISTÓRICO

Há 2 anos, a Secretaria de Educação transferiu a Emef Dirce Boemer Guedes de Azevedo para o prédio do antigo Colégio Guedes de Azevedo, na Vila Guedes de Azevedo. O local foi adquirido em meio à polêmica de gastos exacerbados da pasta, que resultou até em Comissão Especial de Inquérito (CEI) em meados de 2022. O antigo prédio, ainda em reforma, fica na rua Jorge Schneyder Filho, no Parque Bauru.

Já neste ano, a Vigilância Sanitária de Bauru pediu à prefeitura que suspendesse o retorno do ano letivo na unidade, cujo prédio enfrenta uma possível infestação de ratos. O órgão constatou em vistoria no local "fezes semelhante às dos roedores".

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