DESABASTECIMENTO

Nível do Batalha cai a 1,29 metro, DAE reduz captação e queixas aumentam

Por Tisa Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Atualizada às 6h
Redes Sociais/Reprodução
Suéllen publicou vídeo nesta terça para falar sobre desabastecimento de água em Bauru e atribuiu falta d’água à estiagem, alto consumo e a gestões passadas
Suéllen publicou vídeo nesta terça para falar sobre desabastecimento de água em Bauru e atribuiu falta d’água à estiagem, alto consumo e a gestões passadas

A lagoa de captação do Rio Batalha atingiu, na manhã desta terça-feira (13), 1,29 metro, o nível mais baixo dos últimos anos, o que levou o Departamento de Água e Esgoto (DAE) a informar que precisou reduzir em mais de 40% a retirada de água do manancial, de 350 litros por segundo para 200 litros por segundo.

Com o contingenciamento, o objetivo é recuperar o nível da lagoa responsável pelo abastecimento de aproximadamente 26% da população, para que seja possível retomar a normalidade da produção. Até as 20h desta terça, o nível já havia chegado a 1,85 metro, ainda bem abaixo do patamar considerado ideal, de 3,20 metros.

Conforme o Jornal da Cidade divulgou, moradores da cidade reclamam de desabastecimento desde sábado (10), mas as queixas se multiplicaram neste feriado de Carnaval. Casas de bairros como Vila Ipiranga, Terra Branca, Jardim Solange, Parque Sabiás, Granja Cecília, Jardim Ouro Verde, Jardim Ferraz, Vila São João e Vila Industrial estavam com torneiras secas nesta terça. E há reclamações, ainda, em bairros que não são abastecidos pelo Batalha, como Nova Esperança, Núcleo Mary Dota, Bauru 1 e Parque City.

Segundo o DAE, além da incomum e prolongada estiagem, o aumento do consumo de água na cidade em razão das altas temperaturas e do Carnaval contribuíram para o rebaixamento da represa. Em vídeo publicado em suas redes sociais, a prefeita Suéllen Rosim também atribuiu o problema a gestões passadas e elencou as obras realizadas em seu mandato, como a perfuração de poços, construção de reservatórios e execução de interligações, que reduziram a dependência do Rio Batalha.

"Os governos anteriores deveriam ter tido o mínimo de responsabilidade, ter feito muito mas pelo Rio Batalha, mais poços e não fizeram. Isso recai nas nossas costas e a gente está aqui para enfrentar. Tudo que é humanamente possível nós fizemos e estamos fazendo ao longo destes anos à frente da prefeitura", alegou.

RODÍZIO EXTRAOFICIAL?

Leitores entraram em contato com o Jornal da Cidade nesta terça-feira questionando o motivo de o DAE não estabelecer, formalmente, rodízio no abastecimento, para permitir que a população tenha condições mínimas de planejar sua rotina doméstica. No vídeo postado pela prefeita, uma moradora fez a mesma ponderação.

"Basta avisar com antecedência para que consigamos nos preparar. Mas vocês não assumem que precisa de racionamento e corta a água sem nenhum aviso. Complicado", escreveu. Na mesma postagem, uma moradora da Vila Ipiranga, que está sem água desde sexta-feira, relatou que precisou fazer 50 chamadas ao 0800 do DAE para conseguir solicitar caminhão-pipa nesta segunda-feira, mas a água que não havia sido enviada até terça.

Segundo o DAE, com a queda do nível da lagoa de captação, o fornecimento de água do Centro, Jardins Estoril e América, Altos da Cidade, Vilas Falcão, Universitária e Industrial, Jardins Bela Vista e Ouro Verde, Joaquim Guilherme e Residenciais Parque das Andorinhas, Sabiás e Quinta Ranieri poderá ser comprometido.

"Técnicos da autarquia monitoram a situação em tempo real, redirecionando a produção dos poços e ajustando a quantidade de água captada conforme a disponibilidade de água na lagoa e o consumo da população. Caminhões-pipa próprios e terceirizados fazem a redistribuição da água dos reservatórios Gasparini, IX de Julho e Ype para o reservatório Vila Seca, na Vila Industrial, para garantir o abastecimento das regiões mais prejudicada", informou, em nota.

O DAE recomenda aos consumidores que utilizem a água de maneira consciente e racional, combatendo o desperdício. A solicitação de caminhões-pipa deve ser feita pelo 0800 771 0195, que recebe chamadas de telefone fixo e celular.

Comentários

11 Comentários

  • Fer 14/02/2024
    Há décadas, um político empurra no outro!
  • Tati 14/02/2024
    Com o Aquífero Guarani passando por baixo de Bauru, e ainda este caos? Pqp! Ô cidade que não desenrola! E nem pra fazerem parceria c cidades de rios maiores como o Tietê, Rio Pardo... caraca! Tudo é emperrado!!!!
  • Charles Jacques 14/02/2024
    O DAE pede para utilizarmos água de modo consciente?Mas que água? A da chuva? Ano Eleitoral eles não vão se comprometer admitindo um racionamento, simples assim, espero que a população lembre se disso nas urnas.
  • Tadahiro Gods 14/02/2024
    Na campanha a prefeita tinha prometido em sua campanha resolver o problema do Batalha, porém até hoje não viu movimento para a recuperação do rio. Não adianta abrir poços em regiões que não nos favorece ( JD.Ferraz )
  • junior 14/02/2024
    sobre a fala da prefeitura, quero acrescentar aqui um ponto importante. Neste feriados foi muito comum ver pessoas, lavando calçada, carros, asfalto sem se importar com o que estava acontecendo. O DAE precisa e muito adequar o valor da tarifa para que, doendo no bolso, haja a conscientização sobre o uso moderado da água. Por fim, faço aqui um desafio. Passem na vila falcão, bela vista, altos e verão pessoas lavando calçada após a chuva de ontem.
  • Alex França 14/02/2024
    Teremos um rio volumoso com a proteção das nascentes e cabeceiras, com vegetão adequada, com as árvores corretas... Protegendo principalmente o subsolo... Se isso não for feito o rio vai minguar...
  • Dora 14/02/2024
    Isso é uma vergonha, pois há anos o Rio Batalha demonstra não estar dando conta e o poder público não se mobiliza pra fazer represa ou parceria com cidades vizinhas que possuem rios maiores... Lembrem-se disso neste ano de eleição!
  • Rafael 13/02/2024
    A quase 48 horas sem água. Isso vai aumentar o nível do rio? Vai vir desconta na minha conta ? Suellen colocando a culpa no governo anterior. VERGONHA!!!
  • Celso Andrade 13/02/2024
    Cadê o investimento em poços artesiano 3 anos e o governo parece que não fez nada
  • SALATIEL LASARO DOS SANTOS NETO 13/02/2024
    Esta prefeita de rede social tbm incompetente na solução deste problema. Até quando? Aumentar o tamanho da lagoa de captação não seria uma solução? Diminuir as perdas dos inúmeros vazamentos nas ruas tbm não? Teremos eleição neste ano, os mesmos não mais por favor.
  • ADRIANO APARECIDO SANTANA DE ANDRADE 13/02/2024
    Onde está a prefeita? Estamos quase sem água em boa parte da cidade e são anos que se fez quase nada para resolver esta situação terrível que se avizinha. O pior é que esta prefeita quer privatizar o sistema de esgoto e certamente irá encarecer mais ainda para a população. Ficaremos sem água e pagaremos maiores tarifas.