ESCOLAS MUNICIPAIS

Educação em Bauru para pelo 2.º dia e Projeto de Lei entra na pauta da Câmara

Por Bruno Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Bruno Freitas
Servidores da Educação usaram livros em protesto
Servidores da Educação usaram livros em protesto

Cerca de 500 servidores da rede municipal de ensino participaram do protesto realizado na manhã desta quarta-feira (7), em frente à sede da Prefeitura de Bauru. Diferentemente do que ocorreu nesta terça (6), o Sindicato dos Servidores Públicos (Sinserm) optou por transferir a concentração, tradicionalmente realizada na sede da entidade, na rua Engenheiro Saint Martin, para o Palácio das Cerejeiras. Sem dispersões pelo trajeto, a entidade acredita ter levado o dobro de trabalhadores ao local, em relação ao primeiro dia de paralisação. Veja vídeo.

De acordo com o advogado do Sinserm Júlio César Teixeira de Carvalho, a expectativa da categoria é por um novo posicionamento da prefeita Suéllen Rosim (PSD) até o final do dia. Nos bastidores, circula a informação de que até sexta-feira (9) o Executivo pode encaminhar uma emenda ao projeto de lei que regulamenta o piso do magistério e que estará na pauta da próxima sessão ordinária (leia abaixo).

Enquanto isso, não há novas deliberações relacionadas à greve. O sindicato afirmou ao JC que já contabilizou mais de 500 adesões à paralisação, entre professores e diretores de escola. O governo, enquanto isso, diz ter registrado, nesta terça (6), 335 adesões. Ainda de acordo com a administração municipal, mais de cinco mil alunos foram afetados pela paralisação nos dois primeiros dias de greve.

A GREVE

O ponto central da greve está na indefinição do governo sobre o Projeto de Lei (PL) que regulamenta o piso salarial do magistério de Bauru. A medida é prevista em lei federal desde 2008 e foi reafirmada recentemente numa sentença que condenou Bauru a cumprir a base salarial da categoria. Nesta segunda-feira, a Prefeitura criticou o movimento grevista e afirmou que os servidores e o sindicato abusam do direito à greve.

PROJETO LEGISLATIVO

Segundo o Legislativo de Bauru, o Projeto de Lei que regulamenta o piso do magistério estará na pauta da próxima sessão ordinária, prevista a quinta-feira (15) da semana que vem, em virtude dos pontos facultativos de Carnaval e Quarta-feira de Cinzas.

A decisão na Casa de Leis, a pedido da categoria, partiu do presidente Junior Rodrigues (PSD), que, junto com outros membros da Mesa Diretora do Biênio 2023/2024, tem o objetivo de dar celeridade à tramitação. Sendo assim, os pareceres das comissões serão dados em plenário. Nos bastidores, há expectativa que o Executivo encaminhe à Câmara, até sexta-feira (9), uma emenda acolhendo a reivindicações da categoria, em greve desde ontem (6).

O Legislativo pautou pela primeira vez o PL número 83/23 na sessão extraordinária realizada no dia 21 de dezembro do ano passado. O projeto não foi votado na última sessão do ano, após pedido de prazo para parecer, atendendo a um pedido da categoria dos profissionais da Educação, que gostariam de seguir em negociação com o Executivo, informa a assessoria de imprensa da Casa.

De acordo com ela, o texto em questão deu entrada na Câmara no dia 11 de dezembro do ano passado, em substituição a outro enviado no dia 6 de novembro. Em 2022, porém, a prefeitura encaminhara o Projeto de Lei n.º 41/22, que concedia um abono salarial complementar aos profissionais da carreira do magistério, retirado em dezembro pelo Executivo.

Movimento em frente à sede da prefeitura, nesta quarta (7) (foto: Bruno Freitas)
Movimento em frente à sede da prefeitura, nesta quarta (7) (foto: Bruno Freitas)
Magistério de Bauru pede o piso nacional (foto: Bruno Freitas)
Magistério de Bauru pede o piso nacional (foto: Bruno Freitas)
Faixas exibidas nesta quarta (7) (foto: Bruno Freitas)
Faixas exibidas nesta quarta (7) (foto: Bruno Freitas)

Comentários

Comentários