BARULHO EM BAIRRO

Obra de aterramento no Bauru 2000 causa ‘dor de cabeça’ aos moradores

Por Guilherme Matos | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Guilherme Matos
O peso dos caminhões e caçambas contribui para deterioração da via
O peso dos caminhões e caçambas contribui para deterioração da via

Moradores do Núcleo Nobuji Nagasawa (conhecido como Bauru 2000) reclamam do barulho e movimentação de caminhões produzidos pelo aterramento de uma erosão na quadra três da Rua Júlio Rodrigues. No local, devido ao trânsito de veículos pesados, o asfalto está visivelmente deteriorado. Além disso, centenas de caçambas se empilham nas laterais da via.

A reportagem esteve no local e conversou com os irmãos Emerson e Luiz Carlos de Araújo, que residem na área há mais de 20 anos. Um deles preparava cimento para fazer um reparo numa erosão em sua calçada que, segundo ele, foi provocada pela vibração constante dos caminhões que passam ao lado de sua casa. "Estourou um cano de água aqui e o DAE veio para consertar, mas deixou o buraco. Tive que arcar com os custos para consertar", reclama Luiz.

Ele também relata outros problemas. "É uma barulheira de caminhão passando aqui, poeira para todo lado e lixo jogado lá embaixo. As crianças ainda precisam brincar na quadra perto dos caminhões e das caçambas que, às vezes, acabam empilhadas à beira do campinho", narra.

O lixo a que Luiz se refere, na verdade, são resíduos de construção civil — como cimento, tijolos, pedra e azulejos — que estão sendo depositados na área por empresas transportadoras de entulho para aterrar uma erosão. As caçambas até chegam carregadas com outros materiais, mas estes são separados e enviados para o descarte adequado. Um servidor da Secretaria do Meio Ambiente (Semma) fica no local fiscalizando o aterramento.

Ao JC, a Prefeitura afirmou que "trata-se de uma área onde os caçambeiros estão autorizados pela Semma a depositar de Resíduos da Construção Civil (RCC), com a finalidade de conter aquela erosão de grandes proporções". O Executivo informou ainda que o prazo para conclusão do aterramento é de 40 a 45 dias.

O período calculado pela Associação dos Transportadores de Entulhos e Agregados de Bauru (Asten), no entanto, é de 60 dias. Eusébio de Carvalho Júnior, diretor da organização, explica que erosões próximas à área de habitação podem avançar e acabar provocando problemas ainda maiores para os munícipes, como desabamentos.

Eusébio explica também que a Asten tem uma espécie de parceria com a Prefeitura de Bauru para corrigir erosões ao redor da cidade. As correções são um destino para os 450 a 500 toneladas de entulho produzidos diariamente no município. A última foi no bairro Bauru 22 e demorou cerca de três meses.

Como a área pertence à Prefeitura, Eusébio não soube informar como o terreno será utilizado após a correção da topografia.

As caçambas empilhadas preocupam os moradores (crédito: Guilherme Matos)
As caçambas empilhadas preocupam os moradores (crédito: Guilherme Matos)
As caçambas vêm carregadas com materiais que não podem ser utilizadas no aterramento (crédito: Guilherme Matos)
As caçambas vêm carregadas com materiais que não podem ser utilizadas no aterramento (crédito: Guilherme Matos)
A erosão possui cerca de 12m de altura (crédito: Guilherme Matos)
A erosão possui cerca de 12m de altura (crédito: Guilherme Matos)

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