Como é que fica?
Alguém precisa urgentemente resolver esta questão de aceleração do tempo.
Não é possível que os dias continuem encurtando desse jeito, parece que foi ontem que eu jogava bola de capotão na rua Gerson França, quadra 6; parece que foi ontem que eu descia aos sábados e parava na esquina de Batista de Carvalho com Azarias Leite para conversar com Juarez, Enéas, Valtinho, Claudinho, Osires, Tenuta, Airton, Varjão e tantos grandes amigos; parece que foi ontem que dançava no Bancários aos sábados e nas brincadeiras dançantes do Automóvel Clube aos domingos; parece que foi ontem que eu namorava as alunas de Psicologia da Fafil e eu fazia História; parece que foi ontem que eu visitava a dona Eny; parece que foi ontem que eu ficava "batistando" após a sessão das 20 horas no cine São Paulo... Oras! Oras!
O governo tem que tomar uma atitude ou a ONU, que não faz nada em relação à Faixa de Gaza, Ucrânia, Líbano, intervenha para estancar o processo.
Com as semanas passando cada vez mais rápido, já estamos em janeiro, mais da metade do mês de janeiro e, pasmem, é o primeiro de 2024.
E isso é só o começo.
Um belo dia, do jeito que as coisas caminham, vou consagrar o título desse texto "Parece que foi ontem" a qualquer coisa acontecida tipo "Foi tudo ontem mesmo".
A grande questão é que o belo dia pode ser amanhã. Coisa de louco!
Calcula-se que na última década tenha durado oito anos e meio, na média ponderando as especificidades regionais, distorções atribuídas ao efeito estufa; ao El Nino; ao desmatamento da Amazônia, agora em queda, mas aparecendo o Cerrado mais forte que nunca; os derretimentos dos icebergs com mais de 500 anos; as praias desaparecendo e as ilhas sumindo.
E aí?
Eu aprendi pelo sistema antigo, ainda existia História e Geografia, que o ano tinha 365 dias e o dia 24 horas.
Por falar nisso, era mais que suficiente para a gente trabalhar, estudar, assistir ao Noroeste, ir ao cinema, jogar conversa fora ao telefone, ir no G Petisco comer uma pizza e ainda encarar um filme na madrugada na TV Bandeirantes.
Não! Não!
Algo me diz que a curvatura espaço/tempo precisa de um ortopedista, tanto quanto da coluna vertebral E haja bengala!
Agora mesmo olho no relógio e vi que a última hora se passou em 45 minutos e se eu não mandar logo esse texto para o J.J. ele não publica.
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